The Smiths. Crédito: Divulgação.

As capas de discos do The Smiths e a obsessão de Morrissey por cinema e homoerotismo

Resumo

  • Morrissey tinha controle total sobre a arte dos discos do The Smiths, vetando fotos da banda nas capas.
  • O vocalista escolhia imagens de cinema e com apelo homoerótico para as artes.
  • A matéria detalha dez capas de singles e álbuns, explicando suas referências visuais.

A direção de arte dos lançamentos do The Smiths era uma prioridade para Morrissey, o vocalista da banda. Desde o primeiro disco, ele estabeleceu uma regra: nenhuma foto do grupo apareceria nas capas. Essa obsessão pela mensagem visual que a banda deveria transmitir ao público resultou em capas coesas, inteligentes e respeitadas.

Morrissey escolhia as fotos a dedo, com uma clara preferência por referências do cinema e temas homoeróticos. Essa abordagem não só definiu a estética visual da banda, mas também criou um conjunto de obras de arte que servem como um guia para fãs de música e cinema.

Confira a lista de dez capas de discos do The Smiths e suas origens:

“Hand in Glove” (1983)

Para o single de estreia, Morrissey escolheu uma imagem do ator Harvey Keitel, nu de costas e encostado em uma parede, com um filtro azul.

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“This Charming Man” (1983)

Após a repercussão do primeiro single, a banda optou por uma imagem mais sutil, mas ainda com apelo erótico. Morrissey selecionou uma cena do filme “Orpheus”, do diretor Jean Cocteau, com o ator Jean-Alfred Villain-Marais.

“What Difference Does It Make?” (1984)

Mantendo o conceito, Morrissey usou uma foto do ator Terrence Stamp. No entanto, a imagem não era do filme “The Collector”, mas dos bastidores da filmagem, aprofundando a ideia de quebrar a quarta parede.

“William, It Was Really Nothing” (1984)

Inspirado na pop art e em Andy Warhol, Morrissey utilizou uma foto de um anúncio de caixas de som para a capa deste single. A identidade do menino triste de cuecas permanece desconhecida.

“The Smiths” (1984)

A capa do álbum traz Joe Dallesandro, um dos colaboradores de Andy Warhol na Factory. A foto foi retirada do filme “Flesh” (1969), que também serviu de base para a capa de “Sticky Fingers” dos Rolling Stones.

“How Soon Is Now” (1984)

A imagem mostra Sean Barrett, ator do filme “Dunkirk” de 1958, dirigido por Leslie Norman, aquecendo as mãos. A gravadora nos Estados Unidos considerou a foto muito provocativa e a substituiu por uma da banda nos bastidores de um show, para a fúria de Morrissey.

“Shakespeare’s Sister” (1985)

Pela primeira vez, uma estrela de TV apareceu na capa de um disco do The Smiths: Pat Phoenix, que atuou por 25 anos na série “Coronation Street”, transmitida na TV de Manchester.

“Meat Is Murder” (1985)

A fotografia da capa não mostra um soldado vegano na Guerra do Vietnã. A frase “Meat is Murder” no capacete de Michael Wynn, do Corpo de Fuzileiros Navais, foi alterada por Morrissey. Originalmente, Wynn usava “Make War, Not Love”, uma sátira ao lema pacifista. O frame é do documentário “Year Of The Pig” (1969), de Emile de Antonio.

“The Queen Is Dead” (1986)

O ator Alain Delon, retratado na capa, contou em sua autobiografia que seus pais ficaram “bem chateados” ao ver a foto deitada associada ao nome “The Queen Is Dead”, que consideraram de mau gosto. No entanto, Delon já havia autorizado Morrissey por escrito a usar a imagem, retirada do filme noir “L’Insoumis” (1964), de Alain Cavalier.

“Strangeways, Here We Come” (1987)

Fascinado pela estética dos “rebeldes sem causa”, Morrissey escolheu Richard Davalos, um coadjuvante do filme “Vidas Amargas”. A primeira opção do líder dos Smiths era Harvey Keitel, que recusou o pedido para usar sua imagem.

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(Via: Music Non Stop)

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