The Smiths. Crédito: musicnonstop.uol.com.br.

The Smiths: “The Queen is Dead” completa 40 anos com histórias de bastidores

Resumo

  • O álbum "The Queen is Dead" dos Smiths celebra 40 anos, marcando uma era de contestação social no Reino Unido.
  • A produção do disco foi cercada por tensões, incluindo a demissão temporária do baixista Andy Rourke por Morrissey.
  • "The Queen is Dead" alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas e gerou controvérsias, como o veto ao single "There Is a Light That Never Goes Out".

Quarenta anos se passaram desde que “The Queen is Dead”, o terceiro álbum de estúdio dos Smiths, chegou às lojas do Reino Unido, em 1986. Lançado pela gravadora Rough Trade, o disco se tornou um retrato fiel de sua época e um guia para a música alternativa que viria, em meio a um cenário de desemprego e greves na era Margareth Thatcher.

Com uma capa que trazia o ator Alain Delon e um título provocador, “The Queen is Dead” foi além da música, abordando temas como a homossexualidade e a contestação ao orgulho inglês, com o lirismo de Morrissey e a fusão de rock e elementos alternativos.

O álbum também se destacou por trazer no lado B duas das canções mais conhecidas da banda: “The Boy With the Thorn in His Side” e “There Is a Light That Never Goes Out”.

Confira cinco curiosidades sobre a produção e o impacto de “The Queen is Dead”:

A cartinha de demissão de Andy Rourke

Durante as gravações do álbum, em fevereiro de 1986, o baixista Andy Rourke foi surpreendido com um cartão postal de Morrissey. A mensagem era direta: “Andy — você deixou os Smiths. Adeus e boa sorte”. A decisão unilateral do vocalista foi motivada pelo vício de Rourke em heroína. Craig Gannon chegou a substituí-lo em alguns shows, mas Johnny Marr interveio e convenceu Morrissey a trazer o baixista original de volta.

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A polêmica da faixa-título

A música que abre o disco, “The Queen is Dead”, começa com um sample da canção “Take Me Back to Dear Old Blighty”, interpretada por Cicely Courtneidge no filme “The L-Shaped Room” (1962). A banda, no entanto, não obteve a autorização necessária para o uso. A questão legal só foi resolvida em 2017, com o lançamento da versão remasterizada do álbum.

A foto do encarte

Uma das fotos mais conhecidas da história do rock, presente no encarte do álbum, mostra os quatro integrantes dos Smiths em frente a um prédio clássico inglês. A imagem, que se tornou um ponto de peregrinação turística em Manchester (o Salford Lads Club), foi tirada em dezembro de 1985 pelo fotógrafo Stephen Wright, de forma despretensiosa e com os músicos usando suas roupas do dia a dia.

O hit vetado pela gravadora

A letra de “There Is a Light That Never Goes Out”, com versos como “E se um ônibus de dois andares colidir contra nós, morrer ao seu lado seria uma forma celestial de morrer”, assustou os executivos da Rough Trade. Eles vetaram o lançamento da canção como single, que só viria a ser um dos maiores sucessos da banda seis anos depois, quando o grupo já havia se desfeito.

Vice de Madonna nas paradas

Após seu lançamento, “The Queen is Dead” alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas, ficando atrás apenas de “True Blue” de Madonna. Nos Estados Unidos, o álbum teve um desempenho mais modesto, atingindo a 70ª posição, mas foi reconhecido como “Disco do Ano” em 1986 pela associação estadunidense RIAA.

https://www.youtube.com/watch?v=P51LunEV3Sk

(Via: Music Non Stop)

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