Portugal. The Man. Crédito: Nathan Perkel.

Portugal. The Man lança “Shish”, seu 10º álbum de estúdio

Portugal. The Man chega ao seu décimo álbum de estúdio com “Shish”, lançado pela KNIK/Thirty Tigers, o selo próprio da banda criada no Alasca e radicada em Portland. O trabalho reúne dez faixas que mergulham no desconforto, na vulnerabilidade e naquela sensibilidade pop distorcida que caracteriza o grupo.

“Shish” marca um período de intensas reavaliações para o vocalista John Gourley, tanto na música quanto na vida pessoal. É o primeiro álbum desde que a banda deixou a Atlantic Records e também o primeiro gravado no estúdio caseiro acessível em Oregon. Diferente do antecessor “Chris Black Changed My Life”, que contou com diversos colaboradores, este novo trabalho foi construído em casa com um time mínimo.

O álbum traz as composições mais reveladoras de Gourley até hoje: reflexões sobre as lições aprendidas crescendo no Alasca e sobre a experiência de criar sua filha, Frances, diagnosticada há quatro anos com um dos distúrbios genéticos mais raros do mundo. Com “Shish”, Gourley usa Portugal. The Man para cantar sobre um mundo mais justo — aquele que testemunha em casa e deseja para todos: tomar apenas o que se precisa, defender os outros a cada passo e compartilhar o melhor do que se aprendeu.

A produção contou com Kane Ritchotte, jovem produtor que havia trabalhado com Blake Mills e Miley Cyrus, e que anos antes havia sido baterista substituto do Portugal. The Man em uma emergência. Gourley o convidou para Oregon sem agenda musical definida, apenas para seguir o impulso criativo. “Shish” foi tocado quase inteiramente por Gourley e Ritchotte, com pequenas contribuições em metais, vocais de apoio e rap por Zoe Manville.

“Denali”, faixa de abertura e primeiro single, usa a fireweed — flor típica do Alasca que marca a mudança de estação — como símbolo de revolução. “Pittman Ralliers” explode como thrash metal urgente e técnico, enquanto “Father Gun” encerra o álbum com ecos de Naked City, Queen, Pink Floyd e glam metal em um épico progressivo de cinco minutos.

No coração do álbum está aquele pop inclusivo e expansivo do Portugal. The Man, enraizado no soul, na psicodelia e na sinceridade. “Tanana” é uma beleza mutante sobre afastar o peso do mundo e amar mesmo quando as más notícias se acumulam. “Knik” traz uma coda vibrante com solo de guitarra heroico, enquanto “Mush” é um conto ofegante sobre a vida na beira da selva.

Do início ao fim, “Shish” encarna a energia da exploração — aquele espírito de fronteira e a sensação de que no desconhecido ainda há vasto território aberto à imaginação.

Ouça abaixo “Shish” de Portugal. The Man

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima