Mildred. Crédito: Reprodução

Mildred lança álbum de estreia “Fenceline” após formação orgânica na pandemia

Por que isso importa?

Para os fãs de indie folk e rock alternativo, o lançamento de "Fenceline" pelo Mildred representa a descoberta de uma banda com uma abordagem autêntica e colaborativa. Em um cenário musical muitas vezes dominado por fórmulas, a história de como esses quatro amigos se uniram e criaram um som tão coeso e pessoal é um lembrete do poder da espontaneidade e da conexão humana na arte. Este disco pode ser um ponto de virada para o grupo, marcando sua entrada no radar de quem busca novidades com substância.


A banda Mildred, formada por Henry Easton Koehler (voz e guitarra), Jack Schrott (voz e guitarra), Matt Palmquist (voz e baixo) e Will Fortna (bateria), lançou seu álbum de estreia, “Fenceline”, no final de abril de 2026. O disco é descrito como um dos “sleepers” mais cativantes do ano, fruto de encontros descontraídos e jams durante o período da pandemia.

A história do Mildred começou por volta de 2022, quando Koehler, Schrott e Palmquist moravam juntos em Berkeley. A paixão por bandas como Silver Jews e a convivência em meio à pandemia criaram um ambiente propício para a música. Com a chegada do baterista Will Fortna em visitas à cidade, as reuniões passaram a incluir instrumentos, e as sessões improvisadas gradualmente deram origem às músicas que compõem “Fenceline”.

O álbum é caracterizado por estudos de personagem observacionais e discretos, ambientados em um folk-rock suavemente revigorante. A sonoridade remete a um disco de David Berman, com a influência de The Band e CSNY, mas com um toque californiano. A produção buscou capturar a química natural entre os quatro membros, com as partes instrumentais se encaixando de forma orgânica.

Em entrevista, Koehler e Fortna enfatizaram a natureza colaborativa da banda, sem um líder ou hierarquia. “Apenas quatro caras tranquilos saindo, bebendo cerveja e tocando música?”, perguntou o entrevistador. “Praticamente”, respondeu Fortna, rindo. Koehler acrescentou: “Você nos pegou”. A composição das músicas envolveu todos os membros, que contribuíam com ideias, letras e arranjos, tornando a autoria um processo “poroso”.

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Entre as faixas de “Fenceline”, destacam-se momentos como o solo de guitarra que se encerra abruptamente em “Fish Sticks”, os vocais de apoio que lembram um coro de fogueira em “Charlie” e o refrão repetido de “Aquinas” (“I was thinkin’ about dyin’”), que persiste na mente após o término do álbum.

A banda atribui o início do projeto à era do lockdown, quando muitas ideias musicais surgiram. “Definitivamente tínhamos músicas guardadas que foram escritas naquela era da pandemia”, disse Henry. A convivência e a paixão pela música foram fundamentais para o desenvolvimento do material. A escolha do nome “Mildred” veio de uma lista de nomes de brincadeira, e os membros gostam que não seja algo “legal, moderno ou chamativo”, refletindo a própria essência do grupo.

(Via: Uproxx)

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