Ana Cacimba, musicista quilombola e periférica, lança o single Mandinga, uma canção que ressignifica o significado histórico da palavra associada aos amuletos de proteção de povos africanos. Na música, o conceito de “corpo fechado” deixa de ser um feitiço literal e passa a representar a capacidade de resistir, se reerguer após as quedas e seguir adiante amparada pela ancestralidade e pela espiritualidade.
Composta por Ana Cacimba em parceria com Léo da Bodega, a faixa foi produzida pelos Los Brasileiros nos estúdios Head Media e se estrutura como um percurso de atravessamento emocional. Ao longo desse caminho, a espiritualidade surge como elemento de sustentação simbólica, com a presença de Iemanjá associada ao encerramento de ciclos e à abertura de novas histórias.
Musicalmente, “Mandinga” transita por um afro pop tropical de viés world music, combinando violões, congas e beats eletrônicos. O resultado é uma sonoridade leve e envolvente, de estética praiana e brasileira, que evoca acolhimento e bem-estar. A proposta da canção é elevar a vibração e oferecer conforto em momentos de fragilidade, funcionando como apoio emocional e energético para quem escuta.
O lançamento chega acompanhado de um visualizer criado a partir de uma montagem digital assinada pela artista Ysis Policarpo, que amplia visualmente o caráter simbólico e espiritual da obra.
Inserida no diálogo com a nova MPB de viés solar e contemporâneo, Mandinga aproxima referências brasileiras em uma linguagem acessível e atual. Nesse sentido, a faixa se conecta a artistas como Gilsons, Benziê, Letícia Fialho, Avuá, Amanda Magalhães e Rachel Reis, reafirmando Ana Cacimba como um nome atento às raízes, mas profundamente conectado ao presente.



