Miriti. Crédito: Divulgação.

EP “P.T.U.” aposta em dualidade e transforma Belém em percurso sonoro da MIRITI

O EP P.T.U., da MIRITI, chega com uma proposta conceitual baseada na dualidade já no título. A sigla abre duas leituras: “pitiú”, gíria nortista ligada a um odor forte e característico, e também “Presenciando a Transformação Urbana”. A partir disso, o trabalho se apresenta como um trajeto sensorial e afetivo por Belém, guiando o ouvinte por diferentes climas emocionais e paisagens sonoras ligadas à vivência na cidade.

Na construção musical, a MIRITI coloca em diálogo gêneros profundamente ligados à cultura paraense — como brega, tecnobrega e carimbó — com referências externas, entre elas funk e trap. A banda, no entanto, organiza essa mistura a partir do eixo central de sua identidade estética: o punk rock, que funciona como filtro e ponto de coesão do EP.

Nas letras, P.T.U. transita por temas variados sem estabelecer uma hierarquia entre eles. O repertório passa pela esperança de fortalecimento da cena musical local e pelo protesto social, mas também abre espaço para sentimentos mais íntimos, como arrependimento e remorso. Ao mesmo tempo, há faixas que capturam a alegria espontânea de ocupar a cidade, frequentar festas populares e viver o cotidiano em movimento.

O EP ainda reforça a ligação direta com a cultura paraense ao incluir um cover: um carimbó originalmente interpretado por Dona Onete, agora reimaginado pela MIRITI em versão hardcore, ampliando o contraste de referências que sustenta o conceito do projeto.

Confira abaixo o EP “P.T.U.” da MIRITI

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