Tame Impala surpreendeu ao revelar que a música dance, que domina seu próximo disco “Deadbeat”, era um “prazer culposo” para Kevin Parker durante anos.
Em entrevista à revista Russh, o líder do projeto australiano contou que sempre gostou de batidas eletrônicas, mas sentia pressão do cenário rock. “Qualquer coisa que não tivesse guitarra era vista como inferior”, disse. A virada veio quando decidiu “deixar pra lá” o preconceito e mergulhar de vez no gênero.
Parker também detalhou o motivo do nome do álbum. “Deadbeat” surgiu de uma anotação aleatória em seu caderno. Depois, percebeu que a palavra resumia a sensação de desconexão presente em várias faixas. “Alguém desligado. Alguém perdido”, explicou, destacando ainda o duplo sentido do termo, que inclui “beat”, elemento central da produção eletrônica.
Esse é o movimento mais próximo da pista de dança já feito por Tame Impala, conhecido pela fusão de psicodelia e rock. Sem anunciar data de lançamento, Parker sinaliza que o novo trabalho deve ampliar o alcance do projeto e reforçar sua capacidade de transitar entre estilos sem perder identidade.



