Oliver Tree. Crédito: Divulgação.

Oliver Tree: a carreira que uniu música, comédia e absurdismo

Resumo

  • Oliver Tree, falecido aos 32 anos, combinava música com comédia e estratégias de marketing digital.
  • Ele utilizava personas e ações absurdas para viralizar e questionar a superficialidade das redes sociais.
  • Sua música, indie rock com elementos dançantes, era elogiada, levando à reflexão sobre seu potencial musical.

Oliver Tree, artista que mesclava música, comédia e absurdismo em sua carreira, faleceu no último domingo (14), aos 32 anos, em um acidente de helicóptero no Rio de Janeiro. A notícia da morte do músico, que tinha quatro álbuns lançados, surpreendeu o público e gerou discussões sobre sua abordagem artística única.

Tree, que combinava os papéis de influencer, comediante e músico, utilizou as redes sociais de forma estratégica. Ao lançar seu primeiro disco durante o auge da pandemia, ele explorou a superficialidade dos usuários para alcançar popularidade.

Sua abordagem cômica era frequentemente comparada a nomes como Mamonas Assassinas no Brasil e Weird Al Yankovic internacionalmente. Tree incorporava formatos de stand-up e circo em suas apresentações, com quedas “acidentais” no palco e roupas que remetiam a palhaços. Fora dos shows, ele concedia entrevistas absurdas e realizava ações de marketing pensadas para viralizar.

O artista também era conhecido por suas personas, uma técnica que, embora não seja nova (David Bowie já a utilizava), foi levada à exaustão por Tree no universo das redes sociais. Personagens como Turbo (o artista), Little Ricky (o hacker) e Dr. Oliver Tree (o coach de autoajuda) coexistiam, desempenhando diferentes funções e até “duelando” entre si. Havia também Oliver Tree Nickell, o diretor de videoclipes que trabalhou para artistas como Skrillex e lançou documentários como “Alive & Unwell”, misturando verdade e ficção no gênero mocumentário.

Tree usava o sistema das redes sociais contra ele mesmo. Ao identificar tendências, ele as utilizava em benefício próprio, transformando suas ações em um protesto contra a superficialidade do mundo digital. Um exemplo foi quando Dr. Oliver Tree, o coach de autoajuda, “vazou” seu próprio álbum antes do lançamento, acusando o hacker Little Ricky, que ele mesmo havia criado. Ele também criou uma falsa briga com seu produtor, Getter, trocando ataques no X (Twitter) por semanas, sabendo que controvérsias geram engajamento.

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A música de Oliver Tree era uma mistura de Eels, Weezer e Blink-182, descrita como divertida e, em certo ponto, sensível. Com um som indie rock com pitadas dançantes, seu potencial para encabeçar grandes festivais e construir um público focado exclusivamente em sua música era grande. Contudo, sua carreira foi interrompida pelo desastroso acidente de helicóptero no Rio de Janeiro.

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https://www.youtube.com/watch?v=BX0lKSa_PTk

https://www.youtube.com/watch?v=8F2s8ivKXNY

https://www.youtube.com/watch?v=2XBth9acEcs

(Via: Music Non Stop)

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