Vinte anos após o lançamento de Idioma Morto, o Ludovic reaparece com seu terceiro álbum de estúdio. O disco, que leva apenas o nome da banda, foi lançado na quinta-feira, 31 de julho, pela Balaclava Records. O trabalho reúne 11 composições inéditas registradas entre 2025 e 2026 no Estúdio El Rocha, em São Paulo, com produção de Fernando Sanches.
Criado em 2000 por Jair Naves, o Ludovic ocupou um espaço particular dentro do rock alternativo brasileiro durante os anos 2000. Com os álbuns Servil (2004) e Idioma Morto (2006), o grupo construiu uma identidade marcada por letras introspectivas e sonoridade que transitava entre o indie rock e a música experimental. A banda encerrou as atividades em 2008, mas seus discos permaneceram como referências para diferentes gerações de artistas da cena independente.
O novo álbum retoma essa trajetória sem tentar reproduzir o passado. As composições preservam o caráter íntimo da escrita de Jair Naves, enquanto abordam questões como luto, reencontros, despedidas, relações de poder, capitalismo e processos de autoconhecimento. Ao mesmo tempo, os arranjos ampliam o horizonte sonoro da banda, incorporando novas texturas sem abrir mão da identidade construída nos trabalhos anteriores.
Mais do que um retorno motivado pela nostalgia, Ludovic apresenta uma banda que revisita sua própria história para seguir em frente. O resultado reafirma uma personalidade artística que amadureceu ao longo dos anos e demonstra que o grupo ainda encontra novas formas de desenvolver a linguagem que ajudou a consolidar dentro da música independente brasileira.



