Beck. Crédito: Divulgação.

“Odelay”, o álbum de Beck que renovou o rock alternativo, completa 30 anos

Resumo

  • O álbum "Odelay" de Beck completou 30 anos em 18 de junho de 2026, sendo um marco para o rock alternativo.
  • Lançado em 1996, o disco consolidou a carreira do músico após o sucesso de "Loser" e superou a pressão da gravadora.
  • A colaboração com os Dust Brothers, inspirada nos Beastie Boys, resultou em uma mistura de folk, hip-hop e rock de garagem.

Em 18 de junho de 2026, o álbum “Odelay” de Beck completou 30 anos de seu lançamento. O disco, que misturou rock, rap e folk, se tornou um marco na cena do rock alternativo estadunidense e consolidou Beck como um dos grandes artistas de sua geração.

A obra transformou Beck de uma promessa em um artista amado, ajudando a desviar os holofotes do cenário grunge que ainda dominava o país. Quando lançou seu álbum de estreia, “Mellow Gold”, em 1994, o grunge estava no auge. No entanto, Beck, vindo da Califórnia, lançou um trabalho experimental que continha faixas como as dançantes “Loser” e “Beer Can”, e a balada “Pay No Mind”.

“Loser” foi um sucesso inesperado, alcançando o primeiro lugar na parada Modern Rock Tracks (atual Alternative Airplay) e o décimo lugar no Billboard Hot 100, além de diversas listas internacionais.

A partir daí, a gravadora Geffen esperava um segundo disco para firmar Beck no topo do rock alternativo. Pressionado, o artista chegou a gravar um LP na mesma linha, intitulado “Beck and the Black Velvet Underground”, que ficou conhecido como “o disco perdido” e não foi lançado. O próprio músico não gostou do resultado.

“Eu estava totalmente quebrado. Não conseguia escrever nada que não soasse como uma tentativa frustrada de repetir Loser”, contou Beck à revista Spin em 1996.

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“Odelay” chegou às lojas e surpreendeu pela qualidade, trazendo uma série de sucessos que marcaram as festas alternativas: “Devil’s Haircut”, “Lord Only Knows”, “The New Pollution”, “Novacane”, “Jack-Ass” e “Where It’s At”. O álbum era festivo, divertido, experimental e pop, com uma mistura de folk, hip-hop e rock de garagem.

Os elementos que inspiraram Beck vieram de Nova Iorque. Em 1989, o músico viajou para a cidade com pouco dinheiro. Ele se lembrou de John King e Mike Simpson, os Dust Brothers, dupla responsável pela produção de “Paul’s Boutique” dos Beastie Boys. Após compartilhar seus desafios, Beck soube que eles tinham batidas prontas para um projeto próprio.

Beck propôs uma parceria diferente: “Em vez de eu trazer canções prontas, vamos construir as músicas em cima desses beats”, relembrou Simpson em entrevista à Rolling Stone. As sessões de gravação, realizadas no The Bomb Shelter e Conway Studios, foram um laboratório de colagem sonora. O artista improvisava letras e melodias sobre samples de discos educativos dos anos 1970 a raridades de soul, samba e rock de garagem. Muitas faixas nasceram em poucas horas.

“A gente gravava vocais com ele sentado no chão, comendo cereal”, disse King ao The Guardian em 2016.

O resultado foi muito bem-sucedido, e a influência do álbum dos Beastie Boys é notável em “Odelay”, embora o disco de Beck tenha seguido um caminho próprio. O artista abraçou sua veia pop e se tornou um frontman. Sua apresentação no MTV VMA em 1997 é um exemplo do impacto de “Odelay” em Beck e no público.

Capa do Álbum Odelay

Beck – Odelay

Devil’s Haircut
Lord Only Knows
The New Pollution
Novacane
Jack-Ass
Where It’s At

(Via: Music Non Stop)

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