Resumo
A banda Rancore lança “BRIO”, seu primeiro álbum de estúdio em 15 anos, prometendo replicar a energia dos shows ao vivo.
O disco será prensado em vinil exclusivo pelo NRC+, com kits já disponíveis em pré-venda.
Com produção de Guilherme Chiappetta e mixagem de Daniel Pampuri, o álbum traz uma capa com foto inédita do pai do guitarrista Candinho Uba.
O Rancore, um dos nomes importantes do hardcore brasileiro, encerra um hiato de 15 anos com o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, intitulado “BRIO” (2026). O trabalho promete trazer para as gravações a intensidade e a emoção que são marcas registradas de seus shows ao vivo.
O novo disco terá uma prensagem exclusiva em vinil pelo NRC+, e o kit que inclui LP preto, pôster e capa com cinta já se encontra em pré-venda. Esta iniciativa do NRC+ oferece aos fãs a oportunidade de adquirir uma edição especial do aguardado retorno da banda.
Formado por Teco Martins (vocal), Candinho Uba (guitarra), Rodrigo Caggegi (baixo), Gustavo Teixeira (guitarra) e Ale Iafelice (bateria), o Rancore, após um período de inatividade que começou em 2014, reacendeu a chama em 2023 e 2024, realizando mais de 30 apresentações por todo o país. Essa série de shows foi o catalisador para a criação de “BRIO”.
De acordo com o vocalista Teco Martins, a banda buscou uma sonoridade que finalmente refletisse a agressividade e a autenticidade de suas performances ao vivo. “Buscar a intersecção do que os cinco gostam e acreditam foi quase um milagre, mas conseguimos”, afirmou Teco. Ele adicionou: “A gente acredita muito nesse disco, em cada uma dessas dez faixas. O amor veio renascido, depois das lágrimas e transformações que a gente teve nas vidas pessoais.”
A produção de “BRIO” contou com a colaboração de Guilherme Chiappetta, que já havia trabalhado com o Rancore nos álbuns “Liberta” (2008) e “Seiva” (2011). Teco Martins ressaltou a conexão do produtor com a banda: “Ele viu a nossa banda nascer, é o único produtor possível para o Rancore, o único que entende nossas nuances psicológicas e como ligar cada um de nós.”
A mixagem do álbum ficou a cargo de Daniel Pampuri, um profissional com experiência reconhecida, que recentemente esteve envolvido em projetos com artistas como Beyoncé (no álbum “Cowboy Carter” (2024) como engenheiro de som) e Post Malone. Pampuri, que há muito tempo desejava trabalhar com o Rancore, procurou a banda durante a turnê de 2024 para oferecer seus serviços.
A capa de “BRIO” merece atenção especial. Pela primeira vez, o Rancore utiliza uma fotografia, tirada por David Uba, pai do guitarrista e fundador Candinho Uba, nos anos 1970. A imagem, que David inicialmente não aprovava devido a “erros” no processo de revelação, foi encontrada por Candinho e escolhida pela banda por sua beleza inerente e pelo forte simbolismo, representando um retorno às origens do grupo, que inclusive ensaiava na casa de David. Teco Martins sublinhou a relevância da escolha: “As fotos do seu pai significam muito mais do que tudo isso, cara. Seu pai abriu espaço da casa dele pra gente começar a banda, ele é um grande mestre na nossa vida.”
As referências do Rancore para “BRIO” abrangem nomes como Fiódor Dostoiévski, José Saramago e Gabriel García Márquez. Contudo, para Teco, a maior fonte de inspiração são as vivências e as histórias das pessoas. “Apesar de tudo o que posso citar, da literatura, da música e do cinema, o que nos alimenta realmente são as pessoas com as quais a gente vive. As histórias, as dores, os amores. Os sorrisos e as lágrimas, tanto de felicidade quanto de tristeza. No final, na ponta da caneta, o que vai sair é a arte na sua forma natural mesmo,” concluiu o vocalista.



