Sumidouro - Rafael Baldam Foto: Henrique Roger Lando

“Sumidouro” marca a estreia de Rafael Baldam em álbum instrumental

Sumidouro é o primeiro álbum de Rafael Baldam e propõe uma jornada sonora construída a partir de seis interpretações instrumentais. Concebido como um projeto multimídia, o trabalho integra música, narrativa literária e colagens visuais, ampliando a experiência para além do disco. Cada faixa funciona como um capítulo dessa travessia, guiando o ouvinte por caminhos que se transformam ao longo do álbum.

O projeto nasce do interesse do artista por diferentes linguagens criativas. A composição musical, a performance, a escrita e o trabalho visual se unem em um processo único, no qual experimentação e conceito caminham juntos. A escolha por versões instrumentais de obras da cena paulista da música brasileira contemporânea abriu espaço para a criação de um conto em prosa poética e de colagens que acompanham cada faixa, reunidas em um livro que complementa o álbum.

O repertório de Sumidouro reúne composições de nomes como Maurício Pereira, Rômulo Fróes, Rodrigo Campos, Thiago França e Kiko Dinucci, entre outros. Todas as faixas foram rearranjadas e executadas em formato solo, criando um panorama coerente da música instrumental brasileira atual e revelando as influências que moldam o trabalho de Baldam.

“Escolhi esses artistas por dois motivos. O primeiro é a coesão: eles já colaboram entre si, são contemporâneos e compartilham uma dicção musical semelhante, o que ajuda a construir um universo sonoro claro para o disco. O segundo é simbólico. Este é meu primeiro trabalho, minha forma de chegar dizendo: ‘esses são meus professores; é daqui que venho’”.

Sumidouro e seu processo de gravação

Gravado entre julho e agosto de 2025, no Juá Estúdio, em São Paulo, o álbum teve captação e mixagem de Leonardo Ost e Alencar Martins. Rafael assina os arranjos, as interpretações, o texto e as colagens, articulando todas as etapas do projeto de forma autoral.

Sumidouro se completa na soma de suas linguagens. Disco, livro e imagem formam uma obra aberta, que convida o público a construir sua própria leitura desse trabalho de estreia.

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