Selos independentes destinam 77 % de seu lucro líquido aos próprios artistas, segundo relatório da Organisation for Record Culture & Arts (ORCA) divulgado nesta semana.
A entidade analisou dados de nove gravadoras — entre elas Ninja Tune, Partisan e XL Recordings — para detalhar como o setor alternativo financia carreiras. Só em 2023, esses selos investiram 102 milhões em 569 artistas, gerando receita de 108 milhões. O aporte médio por músico chegou a 170 mil.
De acordo com o estudo, cada 1 investido rendeu 0,74 penny de lucro, dos quais 0,59 penny (77 %) retornaram aos contratados na forma de pagamentos diversos, como adiantamentos, royalties e participação em merchandising. Os recursos também cobriram custos de turnê, estratégias de marketing e produção fonográfica.
O panorama financeiro foi acompanhado de ganho de visibilidade. Entre 2023 e 2025, os artistas dessas gravadoras registraram crescimento médio de 44 % no número de seguidores no Spotify.
Para Patrick Clifton, diretor executivo da ORCA, a pesquisa confirma a filosofia de longo prazo do segmento. “Selos independentes desenvolvem artistas ao longo do tempo, assumem riscos criativos e fomentam novos sons que moldam a indústria”, declarou no documento.
O levantamento é publicado em meio a debates no Reino Unido sobre contratos anteriores à era do streaming. Enquanto majors e entidades como a British Phonographic Industry negociam ajustes, o relatório da ORCA destaca um modelo já focado em remuneração direta e sustentação cultural.
📢Today, ORCA released a new report on 9 leading #independent record labels, showing how money is invested, returned, and what it means for artists 🎤, audiences & the industry.
— IMPALA (@IMPALAMusic) December 2, 2025
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