Rodrigo Alarcon - Guizo de Cascavel Foto: Reprodução

Rodrigo Alarcon marca riqueza sonora em “Guizo de Cascavel”, seu 3º álbum

Rodrigo Alarcon é uma das surpresas mais legais. Lançado no dia 16 de outubro, Guizo de Cascavel, descobrimos um pouco tarde. Mas, antes tarde do que nunca.

Com seu novo álbum de estúdio, faz o papel de um profeta navegante e te leva à sonoridades ricas, bem trabalhadas e intensas que você vai descobrindo no decorrer do álbum. Mesmo, em 11 faixas Rodrigo Alarcon te leva em uma viagem onde ele mostra o que sabe que está fazendo, fazendo uma junção de maracatu, viola caipira, pitadas jazzísticas, rock e experimentações que não enjoam.

Segundo Rodrigo Alarcon, “‘Guizo de Cascavel’ é fruto de anos de trabalho, pesquisa e experimentações sobre o que é e até onde vai essa tal Música Popular Brasileira. Desde o primeiro vídeo que lancei cantando uma composição minha, venho nessa busca para entender quem e o que sou eu nesse caldeirão de possibilidades que a sigla MPB carrega. Por isso, quando observo minha trajetória artística, entendo esse álbum como uma consequência natural de tudo que vivi”.

O nome do álbum é uma metáfora de alerta, identidade e força. Assim como um anunciação ao bote da cobra, o álbum é uma pancada, das mais lindas – caso exista uma pancada bonita.

Alarcon divide as composições com Niela Moura, cuja contribuição foi essencial para dar fluidez à sonoridade do projeto: “Com a parceria e produção impecável de Niela, chegamos em uma mistura riquíssima de gêneros brasileiros e latino-americanos. O álbum vai da música do sertão brasileiro ao rock’n roll, passando pela fusão do reggae com baião, tem samba com salsa e muito mais. Inclusive, uma das faixas é dedicada a reverenciar grande parte dos artistas que me espelhei ao longo da vida e que têm total influência no resultado final de ‘Guizo de Cascavel’”,

Novamente, de um gosto refinado, sutil, tem tudo que você pode esperar de um disco deste porte. A surpresa para você pode ser tão intensa e emocionante como foi por aqui.

Rodrigo Alarcon conta com três álbuns de estúdio e dois ao vivo. E ficamos à espera de novidades, pois vale a pena. Com Rivo III e a Fé, o antecessor de Guizo, também é da mesma leva de refino musical.

E, novamente: que álbum rico! Há certos álbuns que nos chegam tardiamente. Mas que bom que acabam chegando.

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