Maia - Littlestitious Foto: Divulgação

Maia entrega o EP “Littlestitious” submerso em introspeção e melodias

Maia, ou melhor, Guilherme Maia, entrega um EP para fechar 2025 já dando vislumbre para um 2026 extremamente rico.

Produzido por Matheus Reis, e co-produzido pelo próprio artista, Littlestitious é seu primeiro EP trazendo quatro faixas: No Lugar, Do You See Me?, Tempo Demais e Where You Left Me Behind.

Segundo Maia, já existe material para um álbum cheio, porém foi decidido a escolha das três faixas, que dialogam entre si, tanto nas letras quanto em sua sonoridade. Em uma levada que beira em um folk pop, com uma leve sensação de eterismo, o EP aborda assuntos como luto, depressão, introspecção. O nome do EP vem em referência ao The Office, do contexto de justamente de um sentimento patético, de não se dar tanta importância.

A gravação traz Maia assumindo os violões, baixo e piano, enquanto Matheus traz guitarras, violões adicionais, baixo, percussão e vozes adicionais. Julie Ramos também marca presença na última faixa.

Deste modo, é facilmente declarar que apenas quatro faixas não bastam. Tendo a certeza de que existe material bastante para que seja lançado um álbum, ficamos à espera deste primeiro trabalho. Não é um álbum que faz com que se enjoe, pela sonoridade intoxicante que te faz ter a sensação de que você está boiando em águas calmas. Certos momentos você sente o arrebatamento de uma onda, mas que te faz submergir rapidamente para desfrutar de cada acorde.

Extremamente melodioso, percebe-se a qualidade do início ao fim.

Confira abaixo No Lugar, que abre o EP.

Apesar de ter material para um álbum, MAIA decidiu por
4 músicas que dialogam entre si tanto em linguagem quanto
nas letras. São músicas que se originaram completamente no
violão, em um estilo influenciado por Paul Simon e Joni

Mitchell, mas com um jeito muito próprio de tocar, onde o
violão aparece quase sempre em contracanto com a voz.
O nome “Littlestitious” – referência ao seriado The
Office – faz uma intertextualização com o conteúdo das
letras, que falam sobre luto, depressão, introspecção e, em
certa medida, o absurdo de Camus. O nome vindo do contexto
do humor vem justamente de um sentimento patético, de não
querer se dar muita autoimportância.
Além de cantar, MAIA toca violão, baixo (em “Do you
see me?”) e piano/rhodes/hammond/synths. Matheus Reis toca
guitarra, violões adicionais, violão Nashsville, baixo,
synth, percussão e faz vozes adicionais. A bateria é
assinada por Humberto Zigler, e Julie Ramos participa de
“Where you left me behind” com vozes adicionais.
Guilherme Maia é pós-graduado em composição com ênfase
em cinema, estudou piano e fez parte do coro sinfônico de
São José dos Campos, onde teve a oportunidade cantar as
maiores obras corais, inclusive na Sala São Paulo. Teve
diversas bandas entre 2005 e 2013, com destaque para Regra
de Três (projeto autoral) e a Southside Blues Band (banda
de blues onde cantou e tocou baixo). Seu background erudito
moldou muito do seu pensamento como compositor, que é
caracterizado pela busca do contraste entre regiões tonais,
escrita contrapontística, desenvolvimento temático e uso de
retórica musical.

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