Primal Scream. Crédito: Lorne Thomson/Redferns/Getty Images.

Primal Scream exibe suástica em show no Roundhouse

Primal Scream exibe suástica em show no Roundhouse e acaba denunciado à polícia por suposto conteúdo antissemita projetado durante a apresentação de 8 de dezembro.

Enquanto tocava a faixa “Swastika Eyes”, o grupo escocês exibiu um vídeo que mostrava a Estrela de Davi entrelaçada a uma suástica. As imagens incluíam os rostos do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e do presidente norte-americano Donald Trump com o símbolo sobre os olhos, cenas de destruição em Gaza e a frase “Our government is complicit in genocide”.

Após reclamações do público, a casa de shows londrina divulgou nota classificando o conteúdo como “altamente ofensivo”. O Roundhouse disse estar “horrorizado”, pediu desculpas aos presentes e à comunidade judaica e ressaltou que as imagens foram usadas “sem qualquer conhecimento prévio” da equipe do local. O comunicado reforçou a condenação de qualquer forma de antisemitismo e afirmou que a segurança de funcionários e frequentadores é prioridade.

A Community Security Trust, entidade que presta segurança à comunidade judaica britânica, informou ter acionado a polícia e solicitado investigação urgente. O Campaign Against Antisemitism considerou a fusão dos símbolos “doentia e injustificável”, citando violação da definição internacional de antissemitismo.

Em resposta no Instagram, o Primal Scream descreveu o vídeo como “uma obra de arte” destinada a “provocar debate, não ódio”. A banda argumentou que, em uma sociedade livre e plural, a liberdade de expressão deve ser preservada.

Conhecido pelo apoio público à causa palestina, o grupo já participou de campanhas e eventos beneficentes relacionados ao tema. Até o momento, não há confirmação de ações legais formalizadas, mas as investigações seguem em curso.

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