Geese abre caminho para o caos calculado na cena rock de 2025, conquistando 4,5 estrelas na avaliação do crítico Konstantinos Pappis da Our Culture Magazine
Lançado em 25 de setembro, o terceiro disco da banda nova-iorquina expande a experimentação apresentada em “3D Country” e no projeto solo de Cameron Winter, “Heavy Metal”. A produção de Kenny Beats favorece texturas abrasivas e abruptas pausas que reforçam o tema central: viver “em tempos de guerra”, como canta Winter.
Logo na faixa de abertura, “Trinidad”, JPEGMAFIA participa do refrão “There’s a bomb in my car!”, sintetizando o clima de urgência. Em “Cobra”, o vocalista implora para “dançar para sempre”, mas admite a falta de controle. O groove mais definido aparece em “Husbands”, onde baixo e percussão pesados simbolizam o peso de “um cavalo nas costas”.
A faixa-título traz um coral ucraniano sampleado, sobre o qual Winter confessa sentir-se “morto por uma vida boa”. A sequência destaca “100 Horses”, quase violenta, e a balada “Half Real”, que questiona a autenticidade dos afetos. Em “Au Pays du Cocaine”, guitarras luminosas contrastam com a sensação de barco à deriva.
“Taxes”, divulgada em julho, funciona como acerto de contas moral antes do desfecho catártico “Long Island City Here I Come”, nascido de longas jams. O resultado é um álbum que capta o “circo em chamas” contemporâneo sem soar caricato, consolidando Geese como uma das vozes mais inquietas do rock atual.



