Resumo
- ▪ “Ride Lonesome” é o terceiro álbum de Beck no século XXI a explorar um lado mais sombrio e confessional, seguindo “Sea Change” (2002) e “Morning Phase” (2014).
- ▪ O disco, lançado após o fim de um casamento de 15 anos, marca o retorno do artista a um modo melancólico, com guitarras acústicas e orquestração, e a reunião com o produtor Nigel Godrich.
- ▪ A sonoridade do álbum é caracterizada por uma melancolia acentuada por um certo desamparo cósmico, alternando entre tons sombrios e reconfortantes.
Beck lançou “Ride Lonesome”, seu mais novo álbum, que se junta a “Sea Change” (2002) e “Morning Phase” (2014) como parte de uma trilogia de trabalhos com um tom mais sombrio e confessional. O cantor e compositor parece levar cerca de uma década para retornar a esse modo introspectivo, processando desilusões através de guitarras acústicas e arranjos orquestrais.
O álbum, que chega após o término de um casamento de 15 anos, difere de seu trabalho anterior, “Hyperspace” (2019), que foi uma colaboração com Pharrell Williams. Em “Ride Lonesome”, Beck se reúne com a banda que o acompanhou nos álbuns anteriores da trilogia, e conta novamente com a produção de Nigel Godrich. A melancolia do novo disco é acentuada por um certo desamparo cósmico, que soa ora sombrio, ora reconfortante.
A faixa-título “Ride Lonesome” estabelece o clima melancólico do álbum, com três guitarras interligadas, vocais de apoio, Roger Joseph Manning Jr. nos teclados e Justin Meldal-Johnsen no baixo. A letra “paper roses they forgot to bloom” (rosas de papel que esqueceram de florescer) sugere que o relacionamento estava fadado à solidão.
Em “Run Away”, a paleta sonora se expande com harpa, glockenspiel e sintetizadores etéreos, criando um cenário lírico apocalíptico. “In the Night” introduz a seção de cordas, enquanto “Failed Words” destaca um piano e letras que exploram a falha da linguagem para expressar a dor. A faixa “Bleed” aborda temas de mal-estar emocional e incerteza, ameaçando diminuir o ritmo do álbum.
O single “Disappearing Act” mantém a temática de céus ameaçadores e estradas sem destino, com a guitarra slide de Smokey Hormel adicionando um toque especial. “For Your Love” marca uma mudança de humor com a saída dramática da banda, e “Slow Canyon” aponta para a cura, com camadas de instrumentos de sopro. “It Ends Right Here” traz aceitação com um toque de melancolia. “Falling Through My Hands” continua com instrumentos de sopro e um solo de gaita. “If You Don’t Know What Love Is” é uma faixa mais longa e repetitiva, com a expressividade da voz de Beck e o pedal steel de Greg Leisz.
Leia Também:
- Beck fala sobre o novo álbum “ride lonesome” e a busca por autenticidade
- “Odelay”, álbum de Beck que renovou o rock alternativo, completa 30 anos
A faixa de encerramento, “Beyond the Light”, é um lento e elegante encerramento, com letras que falam sobre a “mudança da luz” e a superação da dor. Beck expressa que se sente à vontade para amplificar cada nuance da tristeza.

Beck – Ride Lonesome
1. Ride Lonesome
2. Run Away
3. In the Night
4. Failed Words
5. Bleed
6. Disappearing Act
7. For Your Love
8. Slow Canyon
9. It Ends Right Here
10. Falling Through My Hands
11. If You Don’t Know What Love Is
12. Beyond the Light
(Via: Our Culture Mag)



