Interpol. 2026. Eliot Lee Hazel

“This Mirror Weighs A Ton”: o novo álbum do Interpol é o melhor desde “Antics”


Resumo
  • O oitavo álbum do Interpol, "This Mirror Weighs A Ton", foi lançado e já é considerado o melhor da banda desde "Antics".
  • O disco foi gravado em Nova York, marcando o retorno da banda à cidade após mais de uma década.
  • A banda atrai uma nova geração de fãs, com mais da metade de seus ouvintes no Spotify com menos de 35 anos.

O Interpol lançou seu oitavo álbum de estúdio, “This Mirror Weighs A Ton”, que está sendo considerado o melhor trabalho da banda desde “Antics”. O disco, que teve seu lançamento anunciado anteriormente e foi gravado em Nova York pela primeira vez em mais de uma década, chegou às plataformas em 28 de agosto de 2026.

A capa do álbum, com um lustre de câmeras de vigilância, reflete o DNA do Interpol: elegância e a melancolia da modernidade urbana. Em “This Mirror Weighs A Ton”, os músicos de Nova York se sentem observados pelo mundo moderno, enquanto também ponderam sobre seu próprio valor.

A banda tem atraído mais atenção em 2026. Sua nova gravadora, Partisan, relatou que mais da metade dos 2,5 milhões de ouvintes mensais do Interpol no Spotify têm menos de 35 anos (segundo The New York Times). É um feito raro para uma banda de sua trajetória conquistar uma nova geração de fãs, que agora lotam seus shows e descobrem clássicos como “Turn On The Bright Lights” e “Antics”.

Após “The Other Side Of Make-Believe” (2022), escrito com a banda separada durante o isolamento, eles buscaram criar algo mais ao vivo e físico. O vocalista Paul Banks disse que queriam ser “barulhentos juntos em uma sala”. Essa busca por um som mais direto culmina neste álbum, o primeiro gravado em sua cidade natal em mais de dez anos. O produtor Andrew Wyatt e o baixista de turnê Brad Truax, que contribuiu com linhas de baixo, auxiliaram no processo.

A faixa-título “This Mirror Weighs A Ton” se junta a “Untitled” e “Next Exit” como uma excelente abertura cinematográfica. Banks, com vocais de apoio de sua esposa Juliet Seger, canta sobre o peso de confrontar a si mesmo em meio a um ritmo noturno hipnótico. O single “See Out Loud” preenche o espaço com a propulsão post-punk clássica do Interpol, enquanto o cantor busca escape na noite. O guitarrista Daniel Kessler também faz uma rara aparição vocal na faixa.

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O álbum apresenta um impacto inicial forte, com “Iron City” abordando pensamentos invadidos por inteligência artificial, “Wounded Solder” explorando “sonhos de violência” da cobertura de guerra, e “Wings On Fire” servindo como uma faixa intensa impulsionada pela ansiedade. A faixa “Ever The Actor” abre caminho para uma segunda metade do álbum com elementos diferentes.

“So Rides The Reindeer” mistura batidas de Missy Elliot, palmas e violão acústico, lembrando Gorillaz, enquanto Banks descreve um “sonho febril”. Em “Darling Thoughts”, o baterista Sam Fogarino mostra seu talento com o baixo de Truax. Já “Wake Up” traz ritmos de Talking Heads e um funk mais descontraído. O clima muda com “Enemy”, onde Kessler toca um piano suave em um hino devocional com toques de Nick Cave e Radiohead da era “Amnesiac”.

Paul Banks descreveu “This Mirror Weighs A Ton” como um álbum “sem faixas para pular”. Ele oferece uma jornada pela história sonora da banda, representando seu trabalho mais unificado e experimental em anos, e talvez o mais consistente desde “Antics”. O objetivo do disco, segundo a banda, era “um espírito de busca por euforia, iluminação e clareza”. A faixa final, “Sudden”, conclui com Banks afirmando: “Eu nasci incerto, é isso que me mantém intacto”. É um final adequado para o disco mais humano e pessoal do Interpol, que abraça a mudança constante.

https://www.youtube.com/watch?v=GoQ5f1lYmLM

(Via: NME)

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