Resumo
- ▪ O novo álbum de Nick Hakim, "I Can See", foi moldado por sua experiência isolada no deserto do Texas durante a pandemia.
- ▪ A sobriedade teve um papel central na criação do disco, refletindo uma redescoberta de alegria pura e a importância de pedir ajuda.
- ▪ A produção do álbum priorizou métodos analógicos, como gravação em fita cassete e mixagem sem tela, para capturar uma performance mais autêntica.
Nick Hakim lançou seu mais recente álbum, “I Can See”, e revelou as sete principais inspirações por trás do trabalho em uma entrevista. O disco, que mistura gravações íntimas de quarto com sessões em estúdios no Texas e Nova York, aborda temas como a sobriedade, reconexão familiar e o processo de gravação analógico.
As principais inspirações de Hakim para “I Can See” incluem:
- West Texas: O álbum começou a ser gravado no Sonic Ranch, no Texas, em julho ou agosto de 2020, durante o isolamento da pandemia. Hakim descreve o ambiente como isolado, com um céu estrelado e a proximidade com a fronteira mexicana, que adicionou um peso cultural à experiência. A música “7 Days” foi diretamente inspirada por essa fase.
- Sobriedade: A faixa “7 Days” também aborda a sobriedade de Hakim. Ele contou que o processo foi um ajuste e um “reset” para o corpo, levando a uma alegria mais “pura” e infantil. A transição o levou a pedir ajuda a amigos para gravar vocais, algo que ele geralmente fazia sozinho. A música “I Can See” foi demo-gravada em um período de embriaguez, o que ele considera uma “piada interna”.
- Comunidade: O álbum contou com a colaboração de diversos artistas e amigos, incluindo seu irmão mais novo, Danny, que compôs a música “Barii”. Hakim destaca a importância dessas relações para seu desenvolvimento musical e pessoal, mencionando nomes como Arto Lindsay, Julian Pratt (Show Me the Body), June McDoom, Evan Wright, Leon Kelly e Benjamin Julia.
- Gravação sem computador: Hakim buscou uma abordagem analógica, usando demos em cassete com seis trilhas, MPC, microfone, piano e guitarra. O álbum foi gravado e mixado em fita, sem o uso de telas de computador, para focar na sensação e performance. Ele descreve a escolha como “humana” e um contraste ao avanço da inteligência artificial na música.
- Notação musical caligráfica: A direção de arte do álbum, com caligrafia de Evan McGraw, está ligada à forma como Hakim começou a criar notações musicais para cada música, baseadas no formato da melodia. Ele descobriu semelhanças com a notação de monges tibetanos e a forma como seu mentor Arto Lindsay pensa a música.
- Reconexão com a família na América do Sul: Após 16 anos, Hakim visitou sua família no Chile e Peru. Ele se reconectou com sua avó de 99 anos e descobriu que seu primo em primeiro grau, Fernando Vial, foi guitarrista da banda peruana de hardcore punk Narcosis, cujo álbum é um dos mais pirateados na história do rock peruano.
- Reconexão com o piano: O piano foi o primeiro instrumento que Hakim aprendeu sozinho, mas ele se sentia tímido para tocá-lo em público. Nos últimos sete anos, ele se reconectou com o instrumento, sendo incentivado por Andrew Sarlo e tocando piano no álbum “Bright Future” de Adrianne Lenker, com quem também fez turnê. Ele vê o piano como um “companheiro” e o centro de sua escrita musical.
O álbum “I Can See” de Nick Hakim já está disponível via Earseed/Stem.
(Via: Our Culture)



