Depois de uma sequência de singles e um EP, a Melton Sello finalmente lança seu primeiro álbum de estúdio. Batizado de OPA!, sigla para O Primeiro Álbum!, o trabalho reúne tudo o que a banda vem construindo desde o início: pop punk, emo e letras sobre relacionamentos, amadurecimento e as confusões típicas da juventude, agora com uma produção mais encorpada e novas influências.
Antes da chegada do disco, o grupo já havia apresentado os singles Para Com Essa Parada, Dei Bobeira e É Mole?, músicas que escondiam referências e easter eggs espalhados pelas letras, uma característica que se tornou recorrente na forma como a banda compõe.
Gravado no Estúdio Mojo, OPA! foi produzido, mixado e masterizado por Matt Nunes. O álbum ainda conta com a participação da atriz e cantora Maitê Padilha na faixa Microplásticos, dividindo os vocais com Caio Paranaguá.
Mais do que uma coleção de músicas, o debute do Melton Sello foi pensado como uma narrativa. A primeira metade reúne as faixas mais leves e bem-humoradas, enquanto a segunda muda o clima e mergulha em momentos de frustração e incerteza. No encerramento, Boto Fé funciona como uma mensagem otimista, sugerindo que, apesar dos tropeços, tudo acaba encontrando seu lugar.
Segundo a banda, boa parte das músicas nasceu de ideias individuais que ganharam outra dimensão quando passaram pelo processo coletivo no estúdio. Essa liberdade para experimentar acabou sendo um dos elementos que definiram a identidade do álbum.
A capa também guarda uma história curiosa. Criada por Rodrigo Doin, ela transforma cada integrante em um animal inspirado em suas características pessoais e, ao mesmo tempo, faz referência a um antigo quadro da família do baixista Gabriel Barros, intitulado The Melton Hunt. A coincidência com o nome da banda acabou se transformando em uma homenagem aos avós do músico.
Lançado pela Deck, OPA! chega acompanhado por videoclipes para todas as faixas no canal oficial da Melton Sello no YouTube. O resultado é um disco que abraça o espírito do pop punk dos anos 2000, mas sem soar preso à nostalgia, mostrando que a Melton Sello encontrou sua própria identidade ao longo do caminho.



