Resumo
- ▪ A banda Mildred lançou seu álbum de estreia, "Fenceline", em abril de 2026.
- ▪ O grupo se formou durante a pandemia de 2022, com membros que moravam juntos em Berkeley.
- ▪ O álbum é descrito como folk-rock observacional, com uma sonoridade que lembra Silver Jews e CSNY.
A banda Mildred, composta por Henry Easton Koehler, Jack Schrott, Matt Palmquist e Will Fortna, lançou seu álbum de estreia, “Fenceline”, em abril de 2026. O disco, descrito como um dos “sleepers” do ano, é o resultado de sessões de improviso que começaram em 2022, durante o período de isolamento da pandemia.
Os três primeiros membros da banda moravam juntos em Berkeley e, ao lado do baterista Will Fortna, que os visitava, começaram a tocar instrumentos. O que inicialmente eram jams descontraídas, com o tempo, se transformou em canções bem elaboradas. O álbum “Fenceline” é uma coleção de estudos de personagens discretos e observacionais, embalados em um folk-rock suave e revigorante. A sonoridade remete a David Berman do Silver Jews, com influências de The Band e CSNY, e parece ter sido gravada ao vivo, capturando a química natural do grupo.
O disco apresenta prazeres simples e despretensiosos, com momentos que ganham força a cada audição, como o solo de guitarra que termina abruptamente em “Fish Sticks”, os vocais de apoio que lembram um coro de acampamento em “Charlie” ou o refrão repetido de “Aquinas” (“Eu estava pensando em morrer”) que permanece na mente. O som é, ao mesmo tempo, delicado e robusto, feito por uma banda cujos membros parecem ser genuinamente avessos ao ego.
Em entrevista, Koehler e Fortna afirmaram que a banda não tem um líder ou hierarquia. Quando questionados se a Mildred funciona como “quatro caras tranquilos, bebendo cerveja e tocando música”, Fortna respondeu rindo: “Praticamente”. Koehler acrescentou: “Você nos pegou”.
A formação da banda ocorreu em uma fase mais madura da vida dos integrantes. Henry e Jack cresceram juntos em Portland e tocavam música. Will e Henry, primos, se conectaram através de outro parente. Matt, Jack e Henry eram colegas de casa. Will Fortna, que havia desistido de ser músico para cursar direito, encontrou nos colegas uma nova motivação musical.
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Henry Koehler destacou que a pandemia foi um período crucial para a criação de várias músicas. “Definitivamente tínhamos músicas guardadas que foram escritas naquela era da pandemia”, disse ele. A banda se uniu ouvindo artistas como Silver Jews, uma introdução de Will a Henry. Henry, inicialmente cético sobre o “indie monótono”, logo se “viciou” na banda de David Berman.
O processo de composição da Mildred é colaborativo: os membros trazem ideias cruas e as desenvolvem juntos, com todos contribuindo para letras e arranjos. Embora Jack e Henry tenham sido mais focados nas músicas para este álbum, e Matt e Will mais nos arranjos, os papéis não são fixos. “Todo mundo faz um pouco de tudo, o que torna tudo muito divertido”, explicou Henry.
Sobre o nome “Mildred”, Henry revelou que era parte de um nome de banda de brincadeira antes de se tornar o nome oficial. Will gosta que o nome não seja “legal, ousado ou chamativo”, pois, segundo ele, a banda “não é nada disso”.
(Via: Uproxx)



