Any Young Mechanic. Nash Blight

Any Young Mechanic explora tradições folk em álbum de estreia “The Modern Shoe Is Ruining The Foot”

Resumo

  • Any Young Mechanic lança seu álbum de estreia, "The Modern Shoe Is Ruining The Foot", em 5 de junho.
  • A banda de Adelaide foca em autenticidade e conexão humana, gravando o disco sem overdubs ou amplificação.
  • O grupo subverte a cena musical australiana ao priorizar a criatividade e a comunidade sobre o comercialismo.

A banda australiana Any Young Mechanic lançará seu álbum de estreia, “The Modern Shoe Is Ruining The Foot”, em 5 de junho, através da 23 Recordings/Warner Records. O grupo, originário da cena DIY de Adelaide, se destaca por usar as tradições folk para promover a conexão humana, a confiança e a paciência, valores que definem seu trabalho e que foram discutidos em entrevista à NME durante o festival The Great Escape em Brighton.

Jay Eliot Mee, baterista da banda, compara o processo criativo a uma exposição de Cecily Brown, onde cada decisão abre novas perguntas. Ele explica que a banda busca se libertar dos clichês do rock e indie, trazendo a tradição folk para sua música.

Formada em 2019, a banda se consolidou em 2023 com Jay Eliot Mee (bateria), Luka Kilgariff-Johnson (banjo, guitarra), Thea Martin (violino), Allan McBean (contrabaixo) e Sam Wilson (guitarra, vocais). Eles se conheceram na cena musical de Adelaide, descrita como um ambiente onde a ausência de uma indústria comercial permite aos músicos criar livremente.

Sam Wilson comenta que a falta de uma indústria forte em Adelaide permite que as bandas desenvolvam sua identidade sem a pressão de contratos imediatos. Ele critica a rapidez com que bandas no Reino Unido são abordadas, o que pode “distorcer o cérebro” dos artistas antes que eles descubram sua própria voz.

O álbum “The Modern Shoe Is Ruining The Foot” não teve EPs anteriores e apresenta faixas como “My House Divides”, com seu folk-rock “caipira”, e “Captain And Compass”, com toques country. “Write You Wrong” adota uma abordagem mais simples, e o violino de Thea Martin se sobressai na faixa de encerramento, “Atlas, Here You Are”.

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O disco foi gravado sem overdubs ou amplificação, uma escolha deliberada para torná-lo “o mais humano possível”, conforme Sam Wilson. Ele explica que essa limitação ajuda a banda a encontrar novas formas de se expressar, desafiando a música “pub-rock” australiana.

A banda enfatiza a importância da camaradagem e da união. Sam Wilson descreve a música folk como uma tradição de empatia e comunidade, algo que consideram “radical”. Eles veem a si mesmos como uma banda, não um produto, o que justifica o título do álbum.

O grupo está pronto para levar sua música além de Adelaide, mantendo seus altos padrões de autenticidade e musicalidade.

(Via: NME)

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