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Mari Ruberti lança álbum de estreia “Quando Perdi o Medo de Ser Grande” com 14 faixas autorais

Luis Fernando Brod Luis Fernando Brod •
Mari Ruberti
Mari Ruberti — Foto: Luan-Batista
Resumo
  • ▪ Mari Ruberti lançou o álbum de estreia "Quando Perdi o Medo de Ser Grande", com 14 faixas autorais.
  • ▪ O disco passa por MPB, soul, samba, disco e baião e fala de mudança, afetos e ancestralidade.
  • ▪ A produção é de Cauê Dok, com Serginho Carvalho, Paulo Braga e Cláudio Faria entre os músicos.

A cantora e compositora paulista Mari Ruberti lançou seu primeiro álbum “Quando Perdi o Medo de Ser Grande”. O disco reúne 14 faixas autorais que passam por MPB, soul, samba, disco e baião.

Nascida em Laranjal Paulista e criada em uma família de músicos, Mari transformou em canções o caminho do interior até a capital paulista. O álbum também aborda encontros e perdas amorosas, situações familiares difíceis e a reconexão da artista com a umbanda e com a ancestralidade.

“Eu quis que esse disco fosse uma fotografia desse momento da minha vida. Tem a menina que saiu do interior, as relações que vivi, as coisas que precisei elaborar sobre a minha família e também o reencontro com a minha ancestralidade. Acho que, quando comecei a escrever essas músicas, também comecei a entender melhor quem eu queria ser como artista”, afirma.

Todas as letras e composições são de Mari, mas o disco foi construído com vários instrumentistas. Participam o baixista Serginho Carvalho (que já gravou com Djavan, Rita Lee, Zeca Baleiro, Zélia Duncan e Luciana Mello), o pianista Paulo Braga (que trabalhou com Milton Nascimento e Arrigo Barnabé) e o trompetista Cláudio Faria (com passagens por Elis Regina, Lenine e Marcelo D2).

Jota Erre, Dominique Vieira e Guegué Medeiros assinam baterias e percussões, Pablo Moura toca sanfona, e Ubaldo Versolato e Marcelo Freitas fazem os sopros. A produção musical é de Cauê Dok, que também participa de alguns arranjos.

Entre as faixas estão “Sem Estruturas”, “Alma Adentro”, “Jazigo”, “Pétalas na Chuva”, “Dona Micol”, “Peito Ventania”, “Aluguel”, “Mastro e Vela”, “Encaixou”, “Uma Artista” e “Gentileza”, além de um interlúdio e dois remixes. “Mastro e Vela” e “Alma Adentro” já tinham saído como singles, e “Peito Ventania” ganhou antes uma versão em voz e piano.

Algumas músicas falam sobre amar outras mulheres e foram escritas quando Mari ainda não conversava abertamente sobre sua sexualidade com parte da família. Para algumas pessoas, o primeiro contato com esse assunto foi nas canções, durante seu primeiro show autoral.

“Durante muito tempo eu estive na música interpretando repertórios e ocupando outros lugares. Fazer um disco em que as letras, as melodias e as histórias são minhas exigiu uma exposição diferente. Acho que ‘perder o medo de ser grande’ também passa por parar de diminuir aquilo que eu queria dizer e entender que essas histórias poderiam existir na minha própria voz”, completa.