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Alles Club lança o instrumental “O Disco Do Luto (The Grief Album)” com participação de Jenna Fournier

Luis Fernando Brod Luis Fernando Brod •
Alles Club
Alles Club — Foto: Caio Dezidério
Resumo
  • ▪ A Alles Club lança o instrumental "O Disco Do Luto (The Grief Album)", terceiro álbum, em vinil e streaming.
  • ▪ O disco tem Jenna Fournier (Kid Tigrrr) em "Depression" e masterização de Birgir Jón Birgisson, na Islândia.
  • ▪ O tema é o luto, a partir da perda de dois irmãos do líder Rodrigo Lopes, e o selo é o Midsummer Madness.

A banda brasileira Alles Club lança seu terceiro álbum de estúdio, o instrumental “O Disco Do Luto (The Grief Album)”, em edição limitada em vinil e nas plataformas de streaming, pelo selo Midsummer Madness. O disco mistura post-rock, shoegaze, ambient, música experimental e kraut-rock e tem como tema a perda, a mudança e o recomeço.

Há uma inconsistência na data. O texto fala em lançamento “na véspera do Dia de Finados”, no dia 30, mas a ficha técnica informa 30 de novembro de 2026. O Dia de Finados é 2 de novembro, e a matéria também cita outubro de 2026. Vale confirmar a data oficial antes de publicar.

O líder da banda, Rodrigo Lopes (guitarra, baixo, glockenspiel e synths), é de Juiz de Fora e vive em Berna, na Suíça. Ele perdeu dois irmãos jovens, num intervalo de 20 anos, e trabalha com o tema do luto como psicólogo clínico. A banda tem ainda os mineiros Fred Mendes (bateria), Stéphanie Fernandes (synths e vocais), Pedro Baapz (guitarra, baixo, synths, glockenspiel, omnichord e saxofone) e Ruan Lustosa (guitarra e synths), além dos suíços Zeno D’Aulerio (bateria) e MRKS M (baixo e synths).

O álbum foi desenvolvido ao longo de vários anos, a partir de perspectivas artísticas e psicológicas sobre o luto. Um dos pontos de partida é o trabalho da psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, que descreve o luto como uma sequência de fases não lineares.

“A música ofereceu outra linguagem para expressar confusão, raiva, silêncio, peso e, por fim, movimento. ‘O Disco Do Luto’ surgiu a partir das minhas próprias experiências de perda, mudança e recomeço”, conta Rodrigo. Ele afirma ainda que o disco “mostra que o luto é contínuo e um ciclo inevitável de superações”.

A gravação passou por vários lugares. Em Juiz de Fora, um quarteto de cordas de alunos do Conservatório Estadual de Música Haidée França, regido por Matheus Vieira, participa de “Ilhe-se (Denial)”. Em Cleveland, nos Estados Unidos, a cantora Jenna Fournier (Kid Tigrrr), que colabora com The Smashing Pumpkins e Billy Corgan, gravou sua parte em “Depression”. Em Berna, uma banda fúnebre captada durante um funeral aparece em “Shock”. A masterização é de Birgir Jón Birgisson, no Sundlaugin Studio, na Islândia, estúdio fundado pelo Sigur Rós.

Também contribuem Victor Fonseca (bateria), Chadas Ustuntas (sintetizadores), Kathrin Schmid (piano), Raphael Ochsenbein (trompetes), João Cordeiro (vibrafone), Matheus Vieira (arranjo de cordas) e Chico Cabral (percussão).

O disco abre com “Vida antes”, segue para a desorientação de “Shock” e fecha com “Gospel (Acceptance)”, que traz guitarras, percussão e metais em direção ao alívio e à ideia de um futuro após a perda. Entre as referências estão Mogwai, Sigur Rós, Slowdive, Sonic Youth, Spiritualized, Tortoise, Neu!, The Cure e The Flaming Lips.

A direção de arte é de Manu Julian, com design gráfico de Lilla Lescher.

  • “Vida Antes”
  • “Shock”
  • “Ilhe-Se (Denial)”
  • “Anger // Raiva”
  • “Bargaining”
  • “Depression”
  • “Testing // Expanding”
  • “Gospel (Acceptance)”