Morrissey. Crédito: Johnny Marr (left) and  of The Smiths, 1983. Clare Muller/Redferns/Getty.

40 anos de “The Queen is Dead”: O disco revolucionário dos Smiths

Resumo

  • O álbum "The Queen is Dead" completa 40 anos, marcando um período de forte contexto social e econômico no Reino Unido.
  • O terceiro trabalho dos Smiths abordou temas relevantes e estabeleceu uma estética musical que influenciou gerações.
  • O disco é cercado por histórias como a demissão temporária de um baixista e disputas por direitos autorais de samples.

O álbum “The Queen is Dead”, da banda The Smiths, completa 40 anos de seu lançamento neste ano de 2026. Considerado um dos discos mais importantes da história do indie rock, o terceiro trabalho do grupo britânico chegou às lojas em 1986, em um período de turbulência econômica e social no Reino Unido.

Lançado pela gravadora Rough Trade, “The Queen is Dead” foi um retrato da Inglaterra da era Margareth Thatcher, com alto desemprego e greves. O disco abordou temas como homossexualidade e uma estética de fusão entre rock e música alternativa, que influenciaria a música britânica nas décadas seguintes.

A obra, que consolidou a banda, também gerou diversas histórias curiosas. Confira cinco delas:

A demissão do baixista
Durante as gravações do álbum, em fevereiro de 1986, o baixista Andy Rourke foi temporariamente demitido por Morrissey via cartão postal. A mensagem dizia: “Andy — você deixou os Smiths. Adeus e boa sorte”. Morrissey estava insatisfeito com o vício em heroína do colega. Após alguns shows com o substituto Craig Gannon, Johnny Marr intercedeu e convenceu Morrissey a aceitar Rourke de volta à banda.

Problemas com sample
A faixa de abertura do disco, “The Queen is Dead”, começa com um sample da canção “Take Me Back to Dear Old Blighty”, cantada por Cicely Courtneidge no filme “The L-Shaped Room” (1962). A banda não havia pedido autorização, o que resultou em uma disputa judicial resolvida apenas em 2017, com o lançamento da versão remasterizada do álbum.

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Foto histórica
A foto do encarte do álbum, que mostra os quatro integrantes em frente a um prédio clássico inglês, tornou-se uma das mais conhecidas do rock. Ela foi tirada em dezembro de 1985 pelo fotógrafo Stephen Wright, de forma espontânea e sem grande produção, com os músicos usando suas roupas do dia a dia. O local, Salford Lads Club, em Manchester, hoje é um ponto turístico.

O sucesso vetado
A letra do refrão de “There Is a Light That Never Goes Out” causou preocupação aos executivos da Rough Trade: “E se um ônibus de dois andares colidir contra nós, morrer ao seu lado seria uma forma celestial de morrer. E se um caminhão de dez toneladas matar a nós dois, morrer ao seu lado seria um privilégio.” Eles vetaram o lançamento da canção como single, apesar de ela se tornar um dos maiores sucessos da banda. O single só foi lançado seis anos depois, quando o grupo já havia terminado.

Concorrência com Madonna
Após o lançamento, “The Queen is Dead” alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas, perdendo apenas para “True Blue” de Madonna. Nos Estados Unidos, o álbum chegou à 70ª posição, mas foi reconhecido como “Disco do Ano” em 1986 pela associação estadunidense RIAA.

https://www.youtube.com/watch?v=P51LunEV3Sk

(Via: Music Non Stop)

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