A banda baiana Colibri lançou 3R pt. III, álbum que encerra a trilogia iniciada em 2020 durante o período de isolamento da pandemia. O trabalho reúne influências de rock progressivo, dream pop e shoegaze para transformar inquietações, incertezas e reflexões existenciais em uma experiência sonora marcada pela experimentação.
A origem do projeto remonta a uma temporada criativa em Cachoeira do Itanhy, na divisa entre Bahia e Sergipe. Na época, os integrantes transformaram uma casa em estúdio improvisado e deram início a um processo baseado em improvisação, liberdade criativa e pesquisa sonora. O resultado foi a trilogia 3R, que agora chega ao seu capítulo final.
Em 3R pt. III, a Colibri aposta em longas construções musicais, camadas de guitarras, sintetizadores e atmosferas densas. As composições transitam entre momentos contemplativos e explosões de intensidade, criando paisagens sonoras que refletem o sentimento de isolamento que inspirou o projeto.
Segundo o vocalista e multi-instrumentista Zé Neto, a trilogia nasceu como uma resposta ao medo e à incerteza daquele período. A proposta era explorar novas possibilidades musicais e criar experiências capazes de deslocar perspectivas e provocar reflexão.
Com o lançamento de 3R pt. III, a Colibri conclui um dos projetos mais ambiciosos de sua trajetória e reafirma sua identidade como uma das bandas independentes mais voltadas à experimentação sonora na cena alternativa brasileira.



