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Music Non Stop elege os 10 melhores álbuns de 2025

Por que isso importa?

Para os amantes da música, listas de fim de ano como esta são essenciais. Elas não só celebram a diversidade e a qualidade da produção musical, mas também servem como um guia para descobrir obras que, de outra forma, poderiam passar despercebidas. É um termômetro do que ressoou no cenário cultural e um convite para revisitar ou explorar novos sons.


O portal Music Non Stop divulgou, em 22 de dezembro de 2025, sua lista dos dez melhores álbuns do ano, destacando produções nacionais e internacionais. O álbum “80 Anos (Remixes)”, da Orquestra Afro-Brasileira, foi o mais bem avaliado, com nota 9.8.

A redação do Music Non Stop passou o ano de 2025 analisando diversos lançamentos, buscando obras que se aprofundassem em suas histórias e contextos de criação. Segundo o veículo, foi um período de amadurecimento estético e técnico, com artistas alcançando resultados notáveis mesmo em produções caseiras. O ano também marcou uma reconciliação com gêneros como o funk carioca e o rap “tradicional”.

Os dez discos selecionados, todos com altas notas, compartilham a característica de serem álbuns feitos para serem ouvidos do começo ao fim, com atenção. A lista, descrita como multigênero, sofisticada e festeira, inclui:

1. “80 Anos (Remixes)” – Orquestra Afro-Brasileira (9.8)

O disco de remixes dedicado à memória da Orquestra Afro-Brasileira, lançado pela gravadora Amor in Sound, foi considerado de extrema importância. O projeto original do maestro Abigail Moura (1904–1970), das décadas de 40, 50 e 60, gerou discos fundamentais para a música brasileira. A qualidade do álbum de remixes é sublinhada pela participação de nomes como Mixmaster Mike, Marcelo D2, Criolo, Tropkillaz, DJ Nuts, Emicida e Mexican Institute of Sound. O review completo pode ser lido aqui.

2. “Hasos” – Baco Exu do Blues (9.7)

Descrito como um disco cunhado em sessões de terapia do próprio artista, “Hasos” oferece versos que permitem múltiplas interpretações. Com 14 músicas e 4 interlúdios, o álbum explora traumas, desilusões amorosas, a fama e o autoconhecimento de Baco Exu do Blues. O review completo está disponível aqui.

3. “Cirkl” – Lindstrøm (9.5)

Lindstrøm se destaca por inovar com equilíbrio, evitando o apelo ao “épico” ou ao “pop doce”. O álbum é comparado a uma cidade moderna e charmosa, em contraste com o cenário musical atual. Mais detalhes podem ser encontrados no review completo aqui.

4. “And the Adjacent Possible” – OK Go (9.1)

O álbum do OK Go transita entre momentos cheios de emoção e sons de festa indie. A faixa “This Is How It Ends” é ressaltada como belíssima, e o LP é considerado quase perfeito dentro do indie rock. O review completo pode ser acessado aqui.

5. “EITA” – Lenine (9.0)

“EITA” de Lenine, transcende gêneros, com momentos que remetem ao blues e à tropicália, como nas faixas “Boi Xambá” e “Deita e Dorme”. O álbum integra instrumentos e processamentos eletrônicos de forma madura. Confira o review completo aqui.

6. “Assaltos e Batidas” – FBC (9.0)

O sétimo álbum do rapper FBC, de Belo Horizonte, é descrito como um resgate do rap de protesto, com referências a grupos como Cypress Hill e Public Enemy. O review completo está disponível aqui.

7. “MPC (Música Popular Carioca)” – Papatinho (9.0)

Papatinho, aos 38 anos, apresenta um trabalho que é visto como o ponto definitivo nas discussões sobre o funk brasileiro. “MPC (Música Popular Carioca)” é um “documentário em formato de música”, traçando a linha do tempo do gênero. O review completo pode ser lido aqui.

8. “EUSEXUA” – FKA Twigs (9.0)

“EUSEXUA” é um álbum de música eletrônica minimalista, techno e peculiar, com 11 canções que flutuam entre Underworld e Björk. As primeiras oito faixas são destacadas como irretocáveis. O review completo pode ser acessado aqui.

9. “Tempo” – Leo Janeiro (8.7)

O álbum de estreia de Leo Janeiro é elogiado por sua tranquilidade e “boa onda”, refletindo seu trabalho como DJ. O disco remete à deep house de São Francisco e ao jazzy de Ludovic Navarre. O review completo está disponível aqui.

10. “Pink Elephant” – Arcade Fire (8.5)

O álbum do Arcade Fire, que teve “Year of the Snake” como primeiro single, foi recebido com surpresa positiva. “Pink Elephant”, lançado em 09 de dezembro, é considerado um ótimo álbum, feito para ser ouvido com a atenção de quem assiste a um filme. O review completo pode ser lido aqui.

A lista também incluiu menções honrosas para “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” (Bad Bunny) e “Loner” (Barry Can’t Swim).

(Via: Music Non Stop)

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