Curumin. Crédito: Divulgação.

Curumin traz “Pedra de Selva” para o Noize Record Club em edição com LP vermelho opaco

Curumin é o destaque da edição de fevereiro do Noize Record Club (NRC) com seu quinto álbum, “Pedra de Selva” (2024). A seleção marca o retorno do artista ao clube, que já havia incluído “Japan Pop Show” (2008) no NRC #003, lançado em 2015.

Os assinantes vão receber em casa um LP vermelho opaco acompanhado da revista Noize #170, com envio estimado para a segunda quinzena de maio.

Curumin – “Pedra de Selva” edição Noize Record Club (revista NOIZE #170)

Luciano Nakata Albuquerque, nome de batismo de Curumin, é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele iniciou a carreira como baterista e já colaborou com Arnaldo Antunes, Céu e Vanessa da Mata, além de integrar projetos como Sindicato do Groove e Toca e Zomba.

Entre “Entre Boca” (2017) e “Pedra de Selva” (2024), o artista atravessou um intervalo de sete anos marcado pelos desafios do período de pandemia. O novo trabalho soma 17 faixas e parte da relação entre natureza e tecnologia, ampliada por referências a Ailton Krenak e Salloma Salomão, apontados como pilares da filosofia do disco.

“Pedra de Selva” reúne participações de de Nellê, Josy.Anne, François Muleka, Funk Buia, Ava Rocha, Jéssica Caitano, Iara Rennó, Lívia Nery, Rimon Guimarães e Anelis Assumpção. Com Anelis, sua companheira, Curumin divide também a autoria de “Meu Benni”, faixa composta para o filho do casal.

No conceito do álbum, o cotidiano aparece como matéria-prima — dos laços familiares aos dilemas tecnológicos — e a sonoridade cruza elementos orgânicos e urbanos, combinando batidas eletrônicas e até áudios de WhatsApp. Em declaração no texto de divulgação, Curumin associa o papel da música hoje à busca por autenticidade: “Eu acho que a gente tem que voltar a uma ideia inicial do que é arte, do que é música – do que você escolhe ver nisso. Dentro da expressão artística, pra mim, o importante é a autenticidade”.

O release também enquadra o contraste entre o orgânico e o sintético como reflexo de um clima de ansiedade contemporânea. Curumin aponta uma visão pessimista diante de um sistema baseado em consumo e extração e resume essa percepção ao afirmar que a sensação é de aceleração contínua “em direção a algo próximo do fim do mundo”, citando “Tecnologia, consumo, extração, destruição” como parte do processo.

A edição do NRC já está em pré-venda. Segundo o texto, a assinatura garante o LP vermelho opaco de “Pedra de Selva” acompanhado pela Noize #170.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima