A banda japonesa de post-rock Mono volta a São Paulo no dia 24 de abril, para um show único no Fabrique Club. A apresentação integra a turnê mundial do 12º álbum de estúdio, “Oath”, e também celebra 25 anos de trajetória do quarteto de Tóquio.
No universo do post-rock, o Mono é frequentemente associado ao conceito de mono no aware, descrito como uma sensibilidade diante do que é passageiro. A banda combina referências do minimalismo e do shoegaze, e mantém uma rotina intensa de estrada: ao longo da carreira, o grupo já se apresentou em mais de 60 países, com uma média histórica de 150 shows por ano.
Entre as escolhas técnicas que marcam a identidade do Mono está a decisão de não usar metrônomos digitais (click tracks), tanto em estúdio quanto no palco. A proposta, segundo o material de divulgação, é priorizar uma execução mais orgânica, com variações naturais de andamento guiadas pela interação entre os músicos.
A fase atual do grupo — formado por Takaakira “Taka” Goto, Hideki “Yoda” Suematsu, Tamaki Kunishi e Dahm Majuri Cipolla — também se conecta à parceria de longa data com o engenheiro de som Steve Albini, que morreu em maio de 2024. O disco “Oath” foi registrado no Electrical Audio, em Chicago, com gravação inteiramente em fita analógica, seguindo um método que busca preservar uma dinâmica ampla, do silêncio quase absoluto a momentos de alta pressão sonora.
Ainda de acordo com o texto de divulgação, “Oath” se distancia de trabalhos como “Rays of Darkness” (2014) ao trazer arranjos de metais e cordas de forma mais densa, aproximando a instrumentação de uma espécie de orquestra eletrificada, com temas centrados em tempo e finitude.
No repertório da turnê, a banda costuma destacar diferentes fases da discografia. O início das apresentações tende a passar por faixas de “Oath” (2024), como a música-título e “Run On”, que introduzem elementos como sintetizadores vintage e metais. No meio do set, o grupo retoma a densidade de “Nowhere Now Here” (2019), com músicas como “After You Comes the Flood”. O encerramento, por sua vez, costuma apontar para “Hymn to the Immortal Wind” (2009), com a execução de “Ashes in the Snow”.
A passagem pelo Brasil fecha uma sequência de datas na região, que inclui Santiago e Buenos Aires.



