Angélica Duarte mergulha no eletrônico e lança álbum TOSKA

A cantora, compositora e produtora Angélica Duarte apresenta seu segundo disco de estúdio, TOSKA, lançado pela YB Music. O trabalho marca uma mudança clara em sua trajetória: se seu álbum de estreia “Hoje Tem” (2021) apostava em arranjos elaborados com banda completa, agora ela se aproxima da produção eletrônica feita em home studio e da canção pop contemporânea.

“Foi um álbum feito investigando softwares, loops e sintetizadores, aprendendo no processo. Transformei meu background de arranjadora em uma linguagem eletrônica, testando timbres, vozes e batidas até encontrar uma nova identidade sonora”, explica Angélica sobre a mudança estética.

A atmosfera do disco oscila entre pulsações dançantes e toques de melancolia. As influências transitam de Radiohead e Garbage à new wave brasileira dos anos 80, passando por rap e funk carioca, tudo filtrado por uma perspectiva autoral, feminina e incisiva. “Queria ser fiel à música que sempre escutei, mas também dialogar com o que está acontecendo agora. TOSKA conecta minha adolescência roqueira com experimentações eletrônicas e o presente da música brasileira”, comenta a artista.

O single “Barriga de Lanche”, lançado em 2023, oferece uma prévia dessa transição. A canção traz um pop eletrônico de tom irônico que aborda auto aceitação. “É uma música para todo mundo que quer se sentir bem na própria pele, uma chamada de libertação pelo corpo livre”, resume Angélica. O single ganhou clipe e chamou atenção de público e crítica.

O nome TOSKA carrega múltiplas camadas: remete à ópera “Tosca” de Giacomo Puccini, mas também à grafia inventiva da internet dos anos 2000, com suas abreviações em chats e linguagem millennial. Em uma só palavra, o álbum sintetiza a formação erudita em canto lírico da artista com sua faceta mais pop e debochada.

Temas afiados nas letras

As letras do disco atravessam questões como moral católica e seus reflexos sobre mulheres, corpo e autoimagem, feminismo e afeto. O álbum inclui ainda uma homenagem a Hilda Hilst, com um poema da escritora recitado por Billy Crocanty em “GOSTUESSO”. Muitas das faixas nasceram de improvisos ou situações cotidianas, transformadas em canções vibrantes e inventivas.

“É o disco em que mostro minha voz e minhas ideias de forma mais direta. Um álbum de canções, mas também de produção, feito para emocionar, dançar e ficar na cabeça”, conclui Angélica.

Ouça abaixo Toska de Angélica Duarte

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