O músico e compositor Diego Bonaldi apresentou o álbum de estreia de seu projeto solo, di está bolado, intitulado “Mosca Branca” (2026). Produzido em ambientes domésticos como quartos e salas, o trabalho explora a psicodelia brasileira e a experimentação musical, utilizando arranjos asimétricos e alternância entre momentos de caos sonoro e passagens sutis. O título faz referência ao termo popular usado para definir raridades, ressignificado pelo artista autodidata para posicionar sua produção a partir do Sul Global e fora dos eixos tradicionais de produção cultural.
Composto por quatro faixas, o disco aborda temáticas sociais, políticas e culturais contemporâneas. A primeira faixa trata da decolonialidade, a segunda aborda os afetos e a persistência no cotidiano brasileiro, a terceira analisa o imperialismo e a quarta explora os saberes da medicina natural. A identidade visual do projeto traz arte assinada por Gabriela Leal, com uma capa que retrata uma figura feminina cercada por elementos florais em composição assimétrica para dialogar com a estética das composições.
O lançamento ocorre pelo selo e coletivo gaúcho Homo Solar, com produção musical do próprio di está bolado e processos de mixagem e masterização executados por Everton Severo. Tanto nas gravações quanto nos arranjos e apresentações ao vivo, o artista conta com o suporte de integrantes da banda Tríplice Roger Thompson.



