Resumo
- ▪ O álbum "The Queen is Dead" dos Smiths completa 40 anos.
- ▪ O disco, lançado em 1986, refletiu a Inglaterra da era Thatcher e abordou temas sociais.
- ▪ A matéria destaca cinco fatos sobre a produção do álbum e seus bastidores.
O terceiro álbum dos Smiths, “The Queen is Dead”, completa 40 anos de lançamento em 2026. Chegando às lojas do Reino Unido em 1986 pela gravadora Rough Trade, o disco, com sua capa que exibe o ator Alain Delon e um título provocativo, capturou o cenário da Inglaterra da era Margareth Thatcher, marcada por desemprego e greves.
O álbum foi um retrato da época, especialmente para Manchester, cidade natal da banda, que sentia os impactos econômicos de forma mais intensa. “The Queen is Dead” abordou temas como a homossexualidade em uma cidade com forte cultura futebolística, distanciou-se do orgulho inglês e apresentou um lirismo particular na voz de Morrissey. Sua estética, que mescla rock e música alternativa, influenciou produções musicais do Reino Unido nas décadas seguintes. O disco também trouxe sucessos como “The Boy With the Thorn in His Side” e “There Is a Light That Never Goes Out”, que se tornaram hits em festas alternativas.
Confira cinco curiosidades sobre a produção de “The Queen is Dead”:
A cartinha de demissão
Durante as gravações do álbum, em fevereiro de 1986, o baixista Andy Rourke foi demitido por Morrissey através de um cartão postal, devido ao seu vício em heroína. O vocalista agiu sem consultar o restante do grupo. Craig Gannon chegou a substituir Rourke em alguns shows, mas Johnny Marr intercedeu e convenceu Morrissey a reintegrar o baixista original.
A faixa de abertura gerou problemas
A música “The Queen is Dead”, que abre o disco, começa com um sample da canção “Take Me Back to Dear Old Blighty”, interpretada por Cicely Courtneidge no filme “The L-Shaped Room” (1962). A banda utilizou o trecho sem autorização, o que resultou em uma disputa judicial. O caso só foi resolvido em 2017, com o lançamento da versão remasterizada do álbum.
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Foto histórica
A foto do encarte do álbum, que mostra os quatro integrantes em frente a um prédio clássico inglês, tornou-se uma das imagens mais marcantes do rock. Curiosamente, a imagem não foi resultado de uma produção elaborada. O fotógrafo Stephen Wright, que não tinha grande familiaridade com a banda, clicou o grupo em dezembro de 1985 usando suas roupas do dia a dia. O Salford Lads Club, clube social escolhido por acaso como fundo, é hoje um ponto de visitação turística em Manchester, graças aos Smiths.
O hit “proibido”
Os executivos da Rough Trade se assustaram com a letra do refrão de “There Is a Light That Never Goes Out”, que diz: “E se um ônibus de dois andares colidir contra nós, morrer ao seu lado seria uma forma celestial de morrer. E se um caminhão de dez toneladas matar a nós dois, morrer ao seu lado seria um privilégio.” Por isso, vetaram a promoção da canção como single. “There Is a Light That Never Goes Out” só foi lançada como single seis anos depois, quando a banda já havia terminado.
Segundo lugar nas paradas
Após o lançamento, “The Queen is Dead” alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas, ficando atrás apenas de “True Blue”, de Madonna. Nos Estados Unidos, o álbum chegou à 70ª posição, mas foi reconhecido como “Disco do Ano” em 1986 pela associação RIAA.
(Via: Music Non Stop)



