Carmino apresenta “Tristes Olhos Verdes”, último single antes do novo EP
Resumo
- ▪ Carmino lançou "Tristes Olhos Verdes", single que usa a imagem de uma batalha medieval para falar de amor.
- ▪ A faixa encerra a trilogia com "Querido Querubim" e "Pégaso" e adianta o EP do cantor catarinense.
- ▪ O novo EP deve sair no fim de 2026, e o single tem produção de Demis Kohler e Carmino.
Último capítulo de uma sequência de três lançamentos “Tristes Olhos Verdes” já está disponível no YouTube. O single do cantor e compositor catarinense Carmino vem depois de “Querido Querubim” e “Pégaso” e dá o tom do EP que ele pretende soltar na reta final de 2026.
Na letra, o amor vira uma batalha da Idade Média: dois personagens se protegem com armaduras porque temem se ferir. A virada vem perto do fim, quando o narrador derruba a imagem idealizada do outro e se pergunta se amava aquela pessoa ou o reflexo de si mesmo que enxergava nos olhos dela.
O artista diz que o tema foi o ponto de partida do conceito e que a composição deu trabalho: “Essa foi uma das letras mais difíceis de escrever até hoje, talvez por considerá-la muito pessoal. Fui escrevendo imaginando o romance como um campo de batalha medieval, em que cada um usa suas armaduras por medo de se machucar. A gente produziu esse som sob essa mesma sensação, já que o estúdio estava em processo de mudança e eu passando por vários processos pessoais”.
No som, a faixa bebe dos anos 1980. Há uma referência a “Take on Me” e um contraste entre a letra pesada e um indie rock de pegada dançante, com sintetizadores e refrões cheios de ganchos. Terno Rei, The 1975, Fontaines D.C. e Christian Leave são citados como influências.
Demis Kohler e o próprio Carmino assinam produção e arranjos, feitos no Estúdio Euphonia. Ruan Mueller toca bateria, Joaquim Roxo fica com o contrabaixo e Elieser de Jesus cuida dos arranjos vocais. A capa é de Alessa Cynthia.
O projeto teve apoio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Guabiruba (SC). Em atividade no Sul do Brasil desde meados de 2018, Carmino estreou nas plataformas com o álbum “Casa de Badalação & Tédio” (2024) e já subiu ao palco com Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo, Paira e Cidade Dormitório.