Tiny Desk Brasil aclama revolução sonora periférica de Mateus Fazeno Rock
Resumo
- ▪ Mateus Fazeno Rock estreia no Tiny Desk Brasil nesta terça-feira, 03 de outubro, às 11h, no YouTube.
- ▪ O artista cearense, criador do Rock de Favela, apresenta músicas como “Pode Ser Easy” e “Melô do Sossego”.
- ▪ A apresentação conta com Mateus Fazeno Rock na voz e guitarra, e sua banda de artistas cearenses.
O Tiny Desk Brasil apresenta a revolução sonora periférica de Mateus Fazeno Rock, em episódio que estreia nesta terça-feira (03), às 11h, em seu canal no YouTube. Dono de voz magnética, o cantor, ator, performer, compositor e instrumentista cearense criador do Rock de Favela é um dos destaques da nova música feita no Brasil. Sua obra inventiva e autoral incorpora punk, rap e música brasileira ao rock, num estilo único. Na mesinha, Mateus apresenta músicas marcantes de sua carreira como “Pode Ser Easy” e “Melô do Sossego”, ao lado de sua banda formada por artistas cearenses, em apresentação que o levou às lágrimas. “Fui me arrepiando, olhando pro olhar das pessoas que estavam comigo, das outras pessoas, e nessa troca não deu pra segurar. É uma realização coletiva”, emociona-se.
No escritório nacional do projeto, liderado pela premiada produtora Anonymous Content Brazil, Mateus Fazeno Rock (voz e guitarra) apresenta-se na companhia de Ayla Lemos (bateria e backing vocal), Izma Xavier (baixo, baixo sintetizador), Briar Aguarrás (sintetizadores, violão, backing vocal), Jocasta Brito (backing vocal), DJ Viúva Negra (pad e percussão), Mumutante (backing vocal) e Vitor Cozilos (guitarra).
A força da coletividade que marca a obra de Mateus, criado no bairro fortalezense Sapiranga, invadiu a mesinha brasileira numa apresentação acachapante. “Foi a forma como eu aprendi a sobreviver, fazendo arte. Fazendo arte no Ceará, em Fortaleza, na favela. A coletividade rompe uma lógica mercadológica e de pensamento do mundo que empurra a gente pra um individualismo muito louco e pra uma solidão. A coletividade dá essa força, esse axé, esse pulso que às vezes a gente tá precisando”, reflete o artista, que traz no nome um gênero musical que busca ressignificar. “O rock virou um espaço de apagamento e segregação, um espaço inclusive de racismo. Então, causa um incômodo em algumas pessoas. Ao mesmo tempo em que, em outras, causa um ‘oba, que bom’. Foi uma forma de eu defender o meu trabalho falar que o rock que eu faço é o Rock de Favela. É uma forma de fincar uma bandeira e dizer eu estou aqui, esse pedacinho aqui estou mexendo, me deixa aqui. Se não é a sua, vai pra lá. Aqui é o Rock de Favela“, completa.