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Elder Effe lança “O Trabalho (Danifica o Homem)”, single que mistura punk rock, grunge e crítica ao capitalismo

Marcelo Scherer Marcelo Scherer •
Elder Effe
Elder Effe — Foto: Victor Peixe 1
Resumo
  • ▪ Elder Effe lança o single "O Trabalho (Danifica o Homem)", que ele define como rock-manifesto brasileiro.
  • ▪ A faixa mistura punk rock, grunge e rock alternativo, com críticas ao sistema capitalista e às relações de trabalho.
  • ▪ O single antecipa o quarto álbum solo do artista paraense, previsto para o primeiro trimestre de 2027.

O músico paraense Elder Effe lançou “O Trabalho (Danifica o Homem)”, single que antecipa seu quarto álbum solo, previsto para o primeiro trimestre de 2027. O próprio artista define a faixa como um “rock-manifesto brasileiro”.

A canção parte da insatisfação com as relações de trabalho e com as contradições do sistema capitalista. Ela fala da sensação de sufocamento de quem trabalha e transforma essa indignação em um chamado à resistência e à defesa de direitos.

“Espero que, de alguma forma, a música consiga ser também um desabafo para quem está passando pela opressão no trabalho ou mesmo para quem se solidariza com a causa”, afirma Elder Effe.

No som, a faixa mistura rock alternativo, punk rock e grunge, com influências de Sonic Youth, Pixies e Titãs, principalmente da fase “Titanomaquia”. A sonoridade mais crua e pesada acompanha uma mudança que o artista aprofunda na carreira solo, sem abandonar a melodia.

Em 2025, Elder Effe fez uma turnê nacional na qual abriu shows de Mudhoney, Danko Jones e Graveyard. A experiência reforçou o interesse dele em compor músicas que ganhem força ao vivo e provoquem uma catarse coletiva. Esta é também a primeira vez que ele assina a mixagem de um single.

Com mais de duas décadas de carreira, o músico transita entre o indie pop, as baladas e o rock mais pesado. “O Trabalho (Danifica o Homem)” é a 88ª canção dele. Elder costuma compor, produzir, interpretar, criar os arranjos e desenhar as próprias artes, com a colaboração da banda e de profissionais das gravações.

O artista também demonstra interesse crescente pela identidade cultural paraense e quer ampliar a visibilidade da música alternativa feita na Amazônia. Para ele, gêneros como carimbó, tecnomelody e guitarrada têm a mesma relevância cultural que bandas de hardcore como os Delinquentes, atuantes há décadas na cena do Pará.