Resumo
O trio paranaense Cigarro Mata lançou seu primeiro álbum homônimo, disponível nas plataformas de streaming.
O trabalho de 10 faixas foi gravado no Estúdio Costella, em São Paulo, e conta com produção de Alexandre Capilé e masterização de Gabriel Zander.
O disco explora diferentes vertentes do rock, misturando baladas e momentos de alta energia, com letras que refletem o cotidiano e relações interpessoais.
O trio paranaense Cigarro Mata apresenta seu primeiro álbum homônimo, marcando uma nova fase para a banda formada em Campo Mourão, Paraná. Lançado em agosto de 2026, o disco já está disponível em todas as plataformas de streaming, consolidando a trajetória do grupo no cenário musical.
Desde sua formação em 2018, o Cigarro Mata composto por João Marcelo (guitarra e voz), Luiz Fernando (contrabaixo) e João Victhor (bateria e voz) tem construído uma presença notável no Paraná. A banda dividiu palcos com artistas relevantes do cenário nacional, como Polara (SP), Menores Atos (RJ), 43Duo (PR), Hoovaranas (PR) e Sugar Kane (PR). Antes do álbum, o trio já havia lançado quatro EPs e um single, entre eles o EP “CRÁMU”, conhecido por suas sonoridades mais sombrias e inspiração no Halloween.
O álbum de estreia, com dez faixas, foi gravado no Estúdio Costella, em São Paulo, durante o ano de 2025. A produção ficou a cargo de Alexandre Capilé, músico conhecido por seu trabalho com Sugar Kane e Camarones & Orquestra Guitarrística. A masterização foi realizada por Gabriel Zander e Alexandre Capilé. O disco é um lançamento da Nap Nap Records.
Ao longo das faixas, o Cigarro Mata explora uma gama diversificada de influências do rock. A sonoridade transita entre o indie e a psicodelia, alternando baladas e passagens rítmicas mais intensas. Elementos do emo/punk e do hardcore, com gritos rasgados, se misturam a grooves quebrados e graves distorcidos, criando um som que tanto convida à reflexão quanto ao movimento.
As canções do disco retratam o cotidiano e experiências interpessoais. Algumas se inspiram na ficção, como “Tava Bom”, que parte de um casal da série Euphoria, ou buscam referências em outras bandas, como “Imagina Só”, que faz uma alusão a Paramore. Faixas como “Tanto Faz” demonstram a veia do hardcore, enquanto “S.A.C Para Relações Mal Resolvidas” apresenta um lado mais dançante. A banda prioriza uma sonoridade crua e orgânica em suas composições.
João Marcelo Prevedel, vocalista e guitarrista, comenta sobre o processo criativo do álbum: “Esse disco tomou a forma que tomou de um jeito espontâneo, a gente não tinha algo super definido quanto ao conceito, nem antes e nem durante as gravações. A gente tinha músicas que foram escritas em momentos diferentes das nossas vidas, mas que representavam, cada uma do seu jeito, o que nós como banda temos pra dizer e a forma como a gente vinha se sentindo naquele momento”. Ele adiciona: “Só depois de tudo gravado que nos sentamos para conversar sobre possíveis ordens das músicas e percebemos de verdade que tinha ali uma narrativa que fala sobre relacionamentos, o fim deles e o depois”. Marcelo finaliza: “É um álbum meio raivoso e contemplativo em certos momentos, justamente por conta da imensa realização que foi pra nós estar gravando essas músicas juntos, especialmente em um estúdio como o Costella”.



