Lô Borges, compositor, cantor e guitarrista que ajudou a fundar o Clube da Esquina, morreu nesta segunda-feira (3) em Belo Horizonte aos 73 anos, vítima de uma infecção relacionada a medicação, segundo o portal Mix Vale.
Nascido Salomão Borges Filho, o músico cresceu no bairro Santa Tereza, onde se reunia com amigos em uma esquina de Divinópolis com Paraisópolis para tocar violão e conversar sobre Beatles, MPB e jazz. Aos 19 anos participou do álbum “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento, assinando faixas como “O Trem Azul”, “Tudo Que Você Podia Ser” e “Nuvem Cigana”.
Em entrevista relembrada por veículos locais, Borges contou que era o “organizador das festas” porque conhecia repertório variado — de Chico Buarque à Jovem Guarda — e animava o grupo apenas com violões, já que equipamentos de som eram raros na época.
O primeiro álbum solo, “Lô Borges”, saiu em 1973 e tornou-se referência no cenário mineiro. Vieram depois “A Via Láctea” (1979) e “Os Borges” (1980). No mesmo período, “Clube da Esquina 2” (1978) trouxe suas composições “Ruas da Cidade” e “Pão e Água”. A produção diminuiu nas décadas seguintes, mas o artista manteve lançamentos regulares até 2023, quando apresentou “Não Me Espere na Estação”.
Amigos e admiradores usaram redes sociais para lamentar a perda de um dos nomes centrais do movimento mineiro que redefiniu a música popular brasileira nos anos 1970.



